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18.1.17

Fitur reforça em Madrid presença de Portugal

Estão espalhados por toda a imprensa as referências à realização de mais uma Feira Internacional de Turismo, em Madrid, com uma presença cada vez maior de players portugueses, institucionais e privados.
Stand de Tomar, em montagem na Feira de Vigo, em 2010
O Turismo, já aqui o fomos escrevendo ao longo dos anos, é o setor económico com maior potencial de crescimento e, desde 2010, tem transportado para Portugal milhares de milhões de euros de "exportações", uma vez que as suas receitas assim são consideradas.

Tomar posiciona-se, desde que em 1997 foi aprovado o Plano Estratégico de Cidade, como um Concelho que tem como vetor de desenvolvimento o Turismo Cultural, mercê do património classificado existente, do património natural e também da capacidade de produção cultural instalada.

Não é de estranhar assim que, especialmente em ano de eleições, os atores políticos se lembrem sempre deste assunto. Acontece que o ritmo em que as coisas são feitas por cá, não é muito compatível com a rápida evolução dos mercados, dos conceitos e das dinâmicas da sociedade digital que vivemos.

Muitas vezes me perguntei, no decurso das diferentes responsabilidades públicas que fui tendo, qual a razão pelo que é bem feito por uns, logo quem se lhes segue a primeira preocupação que parece existir é destruir? Acaso não há sempre aspetos positivos, caminhos abertos e oportunidades a continuar a explorar, em cada gestão municipal, de freguesia, em cada vereação, em cada governo do país?
Eu creio que sim.

Felizmente que a atual Secretária de Estado do Turismo, nora do conhecido tomarense José Maria Mendes Godinho, presidente da Associação do mesmo nome, neste mandato definitivamente albergada em instalações municipais, junto aos Lagares d'El Rey, no centro do futuro espaço museológico da Levada de Tomar, tem dado continuidade às políticas de promoção e desenvolvimento encetadas pelo seu antecessor, Mesquita Nunes, do CDS/PP, demonstrando ser assim possível criar dinâmicas sustentáveis em setores económicos e em estratégias que podem salvar Portugal.

Em Tomar, de quando em vez também o conseguimos, não infelizmente quando tive a oportunidade de gerir este setor (2010), uma vez que até o stand que tivemos o ensejo de adquirir jaz algures, há anos, nos pavilhões da FAI, sem qualquer utilização, por exemplo.

Mas nem tudo é mau e, o início da abertura, em 2013, para o canal Templário realizado no mandato de Carlos Carrão(PSD), em concomitância com a Festa Templária, teve seguimento e crescimento, com a ligação a Monzon (Aragão) e a Troyes (França), nos anos seguintes. Aguarda-se que este ano (2017), finalmente a já criada Associação Europeia de Cidades Templárias, de que Tomar é fundadora, dê finalmente os passos necessários para o reconhecimento do Itinerário Cultural Europeu Templário, junto do Conselho da Europa.

Assim esperemos que, em definitivo, não se percam as dinâmicas que, alicerçadas nos fatores de sucesso e crescimento sustentável, com impactos diretos nas economias locais, em resultado de estados de alma, pura invejosice ou mesmo por displicente incompetência, que por vezes assalta alguns dos atores políticos.

Esperemos...


16.1.17

Gerir um Município, não é tomar conta de um ATL...

Este parque infantil não esteve fechado 10 meses, nem foi com pompa e grande divulgação batizado de “traquinas do Nabão”.
Não.
Parque Infantil da Pedralva (Nazaré)
Este parque infantil, esteve encerrado apenas dois meses e situa-se no Município gerido pelo PS, na Nazaré.
Parque Infantil da Pedralva (Nazaré)
Ao contrário do que alguns por Tomar parecem pensar gerir Municípios, Freguesias e outras quaisquer instituições públicas não é o mesmo que gerir um ATL, sem ofensa para quem todos os dias os tem de gerir.
Assim esteve o Parque Infantil de Tomar, durante 10 meses

Gerir um Município é prevenir, antecipar tendências, saber decidir em tempo útil e saber, especialmente, afrontar os vícios instalados e saber dizer não aos serviços e sim às pessoas.
 
E os cidadãos não são crianças. Querem, isso sim, que lhes resolvam os problemas: sem desculpas!

12.1.17

A política de encerramentos da gestão municipal de Tomar: é pena!


O início de cada novo ano é sempre uma excelente oportunidade para renovar os stocks: de desejos, de vontades, de iniciativas, deitando fora o que não presta, passando a página do que não interessa e enfocando no que é importante. É assim na nossa vida individual e deveria ser assim também na nossa vida coletiva.
Terrenos municipais junto à GNR, onde se irão realojar algumas das famílias ciganas do Flecheiro


As notícias que vamos tendo da gestão municipal enchem-nos de esperança que este ano de 2017, não seja um ano tão perdido, como foi o ano anterior. É sabido que vamos finalmente ter as intervenções na Várzea Grande e em Palhavã, terminando assim o ciclo de abandono de áreas imensas da nossa cidade. A continuidade do esforço coletivo que está a ser feito para o realojamento dos ciganos do Flecheiro é outro dos pontos a reter do trabalho dos últimos anos da gestão municipal, que terá continuidade este ano, apostando por exemplo em construir junto à GNR, em terrenos municipais, como eu há dois anos havia proposto.


Mas não há bela sem senão e mais de dois meses depois do encerramento do Parque de Campismo, com a estapafúrdia desculpa da ASAE, a cumprir-se um ano de outro polémico encerramento – durante mais de 10 meses, dos parques infantis, também com a desculpa da ASAE, eis que somos brindados com mais uma pérola do impossível, na política de encerramentos da gestão municipal: a das casas de banho públicas.



Ora, se no início do mandato se andou bem ao promover o arranjo das casas de banho públicas, atrás do edifício da Câmara Municipal, no início da Escadaria de Santiago, o que só foi conseguido numa parceria acertada com a junta urbana, a decisão agora recentemente anunciada pela Presidente Anabela Freitas, não faz qualquer sentido.



Então mais de três anos depois de estar na presidência, descobre que a única solução que tem para as casas de banho públicas é, em lugar de as recuperar, melhorando a sua salubridade geral e condições de uso pelos Turistas e genericamente, por todos os cidadãos que delas necessitem, é encerrá-las? Sinceramente, não entendo. Se não soubéssemos como fazer este tipo de intervenções, em parceria com a junta urbana como se fez no início do mandato, ainda perceberia, agora esta peregrina ideia surge de onde?
Hipótese de requalificação da Várzea Grande, em preparação para ser implementada em 2017 (?)


Enfim, deveria ser Ano Novo, Vida Nova, mas está visto que vamos pelo mesmo caminho do ano transato. É pena!

10.1.17

Evocar a memória socialista em dia de até já

No dia em que vai ser depositado junto dos seus, o fundador do Partido Socialista, nada como relembrar a oportunidade de liberdade e vivência em liberdade, que o seu trabalho de luta e de implementação do regime democrático em Portugal, deu a várias gerações, como a minha.

Recordo, do meu álbum de memórias, neste caso fotográficas, três momentos da vida socialista, nos idos dos anos 90.


A primeira, num momento de pausa, na presença organizada pela JS, na Expo92 em Sevilha, onde "invadimos" ordeiramente o Pavilhão da Indonésia, afim de alertar para a situação de Timor Leste, ainda sob ocupação desde 1975. Entre outros, eu inclusive, encontra-se a atual secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, ao tempo jovem estudante do primeiro ano do curso de direito na FDL.


A segunda, na Estalagem de Santa Iria, no dia 7 de fevereiro de 1992, por ocasião do meu 25º aniversário e, também reunião do Secretariado Nacional da JS, com figuras mais conhecidas, como Paulo Fonseca (Ourém), Fernando Silva e Lia Bugada (Tomar), Rui Carreteiro (Constância), João Serrano (Lisboa), António José Seguro, António João (Braga), Rui Pereira (Sintra), Sérgio Sousa Pinto, Ascenso Simões (Vila Real), entre outros...


A terceira, numa reunião do secretariado nacional, realizada na Figueira da Foz, algures já em 1993, com a presença, além de alguns dos referidos na foto anterior, de Paulo Alves, Paulo Penedos e Paulo Carapuça, de Coimbra, de António Galamba (Lisboa) e de Catarina Resende (Aveiro).


Sim, porque a fruição da democracia é também a vivência das pessoas que em democracia criaram movimentos, lutaram e lutam, viveram e vivem a essência dos valores, que Soares ajudou e determinou a constituir na sociedade portuguesa.

Mais uma vez obrigado, Soares!
Cá estaremos para dignificar o teu legado: em liberdade!