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7.10.08

ÉTICA REPUBLICANA EM TOMAR


Nos tempos conturbados que vivemos, temos tendência a perder referências. Temos tendência a duvidar do que vemos, do que ouvimos. Desconfiamos de tudo, de todos. Julgamos muitas vezes os outros pelos piores exemplos que ao nosso redor encontramos. Muitas vezes ouvimos falar de ética republicana e ficamos sempre na dúvida se estamos a falar de história ou de filosofia. Podendo embora estar a falar de uma ou de outra, de facto, falamos de VERDADE. Falamos de SERIEDADE. Falamos de HONRA. Falamos de LIBERDADE. Mas também falamos de IGUALDADE e de FRATERNIDADE.

Nas sociedades modernas os valores como sejam o da palavra ou da honra, parecem estar em causa de forma permanente. Não é o caso no Partido Socialista em Tomar. Aqui a ética é parte do código genético.

Os quatro homens que se disponibilizaram para serem candidatos a Presidente de Câmara pelo PS, assinaram por sua iniciativa própria, um compromisso de honra perante os cerca de 40 dirigentes, que dois dias depois escolheram um deles para candidato. Tomaram com isso, uma atitude pouco comum e a importância de tal acto nobre e sério, tomado por homens livres e de bons costumes, é merecedor do respeito de todos nós, especialmente porque além de assinado foi o mesmo lido em voz alta perante todos os presentes.

Esta atitude ajuda a dar garantias aos cidadãos que as Mulheres e os Homens que o PS venha a escolher para serem seus candidatos serão de elevada idoneidade e proeminente atitude ética, ao contrário de algum agrupamento de interesses mais ou menos espontâneo para uma qualquer eleição.

E que assinaram os candidatos de tão importante, perguntará o leitor?
O Arq.Becerra Vitorino, que viria a ser o escolhido por 66% dos votos, bem como o Prof.António Rebelo, o Prof. Zeca Pereira, e o Dr.António Mourão, disseram: “declaro pela minha honra assumir, desde esta data e até, ao pós eleições autárquicas se não for o escolhido ou até ao final da vigência do mandato (...), caso escolhido, o presente compromisso de honra, que por mim (...) vai assinado”.

O Compromisso destes homens foi no sentido, entre outros, de “manter um comportamento público de dedicação e idoneidade ética republicana de serviço à causa pública”, de “respeitar a democracia interna”, de “cumprir e fazer cumprir as determinações”, de “colaborar nas tomadas de posição do Partido” e também de “assumir as estratégias concertadas do PS para o desenvolvimento sustentável das Freguesias e do Concelho, como matriz de incremento de políticas sociais e económicas equilibradas”.

Mas o facto mais importante deste compromisso, que todos os candidatos do PS irão assinar também, é o de “manter postura integra, séria e responsável, de elevada ética republicana, como imperativa forma de contribuição para a sempre necessária credibilização do PS e da política”, o de “usar de linguagem cordial e comportamento público idóneo,(...), seja aos restantes pré-candidatos ou ao candidato escolhido.”, bem como “em assuntos de natureza política, colocar sempre os objectivos colectivos do PS com prioridade sobre quaisquer outros de natureza pessoal ou individual, assumindo uma permanente atitude de integração em equipa”.


No Domingo após a eleição foram devolvidos aos candidatos não escolhidos os seus compromissos, como forma de confiança de que honrarão o que dois dias antes se haviam comprometido. Neste PS, as pessoas de bem e de palavra sempre tiveram e terão lugar.

Se outros motivos não houvesse, o simples facto de quatro Homens se disporem a cumprir os preceitos desta NOVA POLÍTICA, onde o interesse público e dos outros, está sempre acima do interesse individual, é razão mais do que suficiente para todos nos orgulharmos do facto de em Tomar darmos, cada vez mais, o exemplo em matéria dos valores de ética republicana de serviço público.


Este, não tenho quaisquer dúvidas, é o caminho que devemos trilhar na política do Sec.XXI e para o qual, pouco a pouco, vamos conseguindo conquistar mais cidadãos.

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