Tivemos 97.798 leitores em 2016 e 99.854 em 11 meses de 2017 e mais de 326 mil desde julho/2010 (3,6mil por mês, durante mais de sete anos)

29.6.12

Um ano depois, descalabro no Déficit, prova erro do Governo

Segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística  (INE), o valor nominal do défice das Administrações Públicas em contabilidade  nacional - a áptica que conta para Bruxelas - atingiu os 3.217 milhões de  euros, valor que compara com os 3.097 milhões de euros registados no final  do primeiro trimestre do ano passado.  Analisando estes dados em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB),  verifica-se um agravamento dos 7,5 por cento do final do primeiro trimestre  do ano passado para 7,9 por cento registados no final do primeiro trimestre  de 2012.  O valor de 2011 foi revisto de 7,7 por cento para 7,5 por cento do PIB. Os dados do INE mostram ainda que analisando o ano terminado no final  do primeiro trimestre também se registou um agravamento do défice.  "A necessidade de financiamento das Administrações Públicas agravou-se  0,1  1/8pontos percentuais 3/8, passando de 4,2 por cento em 2011 para 4,3 por  cento no ano acabado no primeiro trimestre de 2012".   Esta evolução, segundo o Instituto, "refletiu em larga medida a diminuição  das receitas de impostos sobre a produção" com uma quebra de 1,7 por cento  no ano acabado no primeiro trimestre de 2012, "e o aumento das prestações  sociais" com um crescimento de 1,2 por cento no mesmo período.  Na publicação "Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional",  o INE explica que o agravamento do défice orçamental se ficou, assim, a  dever à "redução mais acentuada na receita que a verificada na despesa". Os dados divulgados hoje pelo INE confirmam os sinais de alarme relativos  à execução orçamental de 2012 que já se vinham a fazer notar nas sínteses  mensais de execução orçamental, com especial incidência numa cobrança de  receitas fiscais abaixo do previsto, mas também em relação às despesas com  prestações sociais, designadamente o subsídio de desemprego, acima do previsto. A síntese de execução orçamental relativa ao mês de maio, divulgada  a 22 de junho, dava conta disso mesmo, ao revelar que a receita fiscal do  Estado tinha caído 3,5 por cento nos primeiros cinco meses deste ano por  comparação com o mesmo período de 2011.   O Governo previa no Orçamento para 2012 que a receita fiscal do Estado  crescesse 2,9 por cento, um valor que foi revisto ligeiramente em baixa  no Orçamento Retificativo, mas sem que se deixasse de prever um crescimento  da receita com impostos.   Já do lado das despesas sociais, os gastos com subsídios de desemprego  e de apoio ao emprego aumentaram 23 por cento nos primeiros cinco meses  deste ano, um aumento que equivale a mais 200 milhões de euros por comparação  com o mesmo período do ano passado.  Um dia antes destes números serem conhecidos, o ministro das Finanças,  Vítor Gaspar, reconheceu que a informação disponível sobre o comportamento  das receitas não era "positiva".  O ministro reconheceu que os números da execução orçamental significam  um aumento dos "riscos e incertezas" relativamente à possibilidade de cumprir  a meta para o défice.  Perante estes números e os riscos para a execução orçamental que os  mesmos comportam, o Governo não tem fechado a porta à aplicação de mais  medidas de austeridade.  Os número divulgados hoje pelo INE confirmam, ainda que parcialmente,  a estimativa que havia sido feita pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental  do Parlamento que, perante os dados de execução orçamental tinham previsto  que o défice orçamental em contabilidade nacional no final do primeiro trimestre  seria de 7,4 por cento do PIB.  Os técnicos de apoio à Assembleia da República notaram, contudo, que  o principal impacto das medidas do orçamento (como o corte de subsídios  à função pública e pensionistas) só será sentido depois do primeiro trimestre. @Lusa

28.6.12

Seminário da Polícia Judiciária em Tomar foi um sucesso

Numa iniciativa da proteção civil de Tomar, o laboratório de polícia científica da PJ, veio a Tomar realizar um Seminário sobre "Preservação do local do crime", o qual teve ampla assistência no passado Sábado de manhã, na Biblioteca Municipal.

Coordenado pelo tomarense Carlos Godinho, este laboratório cientifico, instituido no início da década de 60 do século passado, conta atualmente com mais de 260 profissionais, que procuram dar resposta às peritagens criminais de todo o País. Segundo foi informado, realizam-se anualmente mais de 35.000 perícias, sendo que apenas 50% das mesmas se encontram diretamente relacionadas com o trabalho de investigação da própria PJ, sendo mais de 30% do trabalho realizado, oriundo da colaboração direta com as outras polícias com tutela na investigação criminal, como a PSP e a GNR.

O Seminário captou por completo a atenção da vasta assistência, maioritáriamente composta por cidadãos bombeiros, muitos dos quais em atividade formativa, a nível das escolas de cadetes e a sensibilização dos três inspetores foi especialmente para eles vocacionado.


PAGADIGMA: Equilíbrio entre pessoas / procedimentos / tecnologia

O Seminário poderia ter como conclusão a frase dita e repetida de que, "O urgente prejudica o importante". Essa foi aliás a tónica das intervenções proferidas. E os conselhos foram vários e todos no memso sentido: Evitar ao máximo a contaminação dos locais do crime, usando como estratégia anotar e passar a informação de todos os atos praticados até à chegada dos peritos, usar o memso caminho para entrada e saida de forma a minimizar a contaminação, manutenção no local do crime pelo tempo apenas bastante para a intervenção técnica de socorro/assistência/contenção de sinistro, evitar e controlar o efeito do 'fascínio pelos cadáveres', tentar evitar ao máximo luvas descartáveis e proteções no calçado e preservar todos os materiais nos respetivos locais evitando removê-los para sacos e se absolutamente necessário, filmar e/ou fotografar antecipadamente, etc, etc.

Os conselhos dados, baseados no 'livro de estilo', leia-se, de procedimentos em vigor são tantos, que o espaço deste post, como o do próprio seminário em si, se demosntram como demasiado curtos.

No final, ficou o alerta dado por alguns profissionais Bombeiros, da importância da Formação assim ministrada e que a mesma deveria ser disponibilizada nos Planos de Formação da Escola Nacional de Bombeiros. Esta análise teve como resposta por parte da PJ, da total disponibilidade para disponibilizar os manuais de procedimentos, para os corpos de Bombeiros, de forma a assim melhorar a eficácia da atuação/proteção dos locais dos crimes.

A presença de diversos dirigentes da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, teve como consequência a imediata disponibilidade demonstrada pelo seu Presidente, Diamantino Duarte, para que a Federação se responsabiliza-se pela sua edição e distribuição futura aos corpos de Bombeiros.

Ficou ainda no ar um desafio mais geral ao sistema nacional de proteção civil, no tocante á criação de NEP (Normas de Execução Permanente), que possam facilitar a integração nos procedimentos diários dos diferentes agentes de proteção civil, entre os quais os Bombeiros, mas não só. A presença de diversos responsáveis políticos na sala, entre vereação e presidentes de junta, é uma garantia de que os desafios não terão caído em saco roto.

Um agradecimento muito especial à EngªAna Paula Andrade, como responsável técnica da proteção civil municipal, pelo fato de dar continuidade ao trabalho de sensibilização geral tendo em vista  a melhoria da atuação dos diferentes agentes de proteção civil e ao Comando dos Bombeiros Municipais, a quem se deve esta oportunidade, a qual deve ter a necessária continuidade, no meu entender.

27.6.12

Esperancinha assume que não está a cumprir o Despacho do Governo em relação às Urgências do Médio Tejo

Ontem houve reunião conjunta entre a Câmara Municipal, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal, com o Presidente do CA do Centro Hospitalar do Médio Tejo, no edifício do Município de Tomar.

Á reunião apenas faltaram os membros da Comissão da AM representantes do BE e do CDS/PP, por motivos profissionais.

A reunião teve óbvios pontos de interesse, os quais vão dar para vários posts ao longo das próximas semanas, mas hoje apenas trago um dos assuntos, por mim perguntado e respondido, pelo gestor fabril que o Governo PSD/CDS nomeou para gerir o CHMT e que promoveu em poucos meses, entre outras, a retirada de valências do Hospital de Tomar, a redução de funcionários e capacidade instalada no Hospital de Tomar e o desaparecimento das Urgências do Hospital de Tomar...

Tive oportunidade de colocar ao nomeado político quatro questões, sendo que a primeira foi: "como interpreta o Sr.Presidente do CA do CHMT, o que está descrito na definição do 'ponto de rede' nº71 e 72, como tal designado no Despacho do Sr.Ministro da Saúde, de 2008, onde os Hospitais de Torres Novas e Tomar, são definidos como sendo SUB5 - em estreita articulação com as valências existentes. Isto porque tem sido por si afirmado e consta nos documentos distribuidos na sua Conferência de Imprensa de 21/6/2012, como sendo uma das base da  reorganização em curso, o cumprimento do Despacho 5414/2008."

A resposta do nomeado do Governo PSD/CDS, para a destruição do Serviço Nacional de Saúde, a nível dos cuidados de saúde no médio tejo, foi pronta: "Nós ignorámos a definição SUB5. Nós ignorámos o 5 e aplicámos apenas o SUB"!

Bonito. Assumindo ter como primeira prioridade o cmprimento do Despacho de Correia de Campos, perguntado se o estava a cumprir e como o interpretava, responde que ignorou a definição legalmente instituidas, que obrigava a que AS URGÊNCIAS ESTIVESSEM ARTICULADAS com as VALÊNCIAS PRÉ-EXISTENTES EM CADA UMA DAS UNIDADES HOSPITALARES DO MÉDIO TEJO.

De fato, é curioso que seja possivel hoje em Portugal um gestor público procurar ludribiar de forma tão DESAVERGONHADA a opinião pública. Em conclusão: este Conselho de Administração, a mando do Governo PSD/CDS, não só não está a cumprir o Despacho 5141/2008 como afirma, como está ainda a utilizar o referido despacho, apenas para o que lhes convém, com o objetivo claro de APENAS poupar dinheiro, reduzindo os serviços de saúde às populações.

É uma lata descomunal. E assim se destroi o Serviço Nacional de Saúde!



P.S.:
- O despacho 5414/2008, pode ser lido aqui;
- Mais informações prestadas à Rádio Hertz (FM92 e FM98), noticiários das 11H00 e das 13H00 de hoje.



26.6.12

Eu pecador me confesso: também quero ir à CristoTeca

Chega o Verão e começo a recordar, ainda mais os tempos de juventude. Porque será?
Talvez o Remember Pim-Pim me tenha deixado uma leve nostalgia dos anos 80/90, quando era jovem e jovem-adulto e corria entre as várias Discotecas da zona. Tantos nomes e tantas localizações - o 22, a do Pontão, de Pombal, do Pedrógão, as várias de Leiria, do Cartaxo, enfim...

Agora juro que a minha geração não teve tudo, a nível de noitadas e usufruto dos devaneios próprios da juventude. Mas a atual juventude tem: agora até os jovens temerosos a Deus, têm o seu espaço próprio de diversão. Assim do tipo, apartheid: cristão para um lado e pecadores para outro. Eis, que vindo do Brasil, chegaram - já em 2009 -, as "cristotecas". Isso mesmo: uma discoteca católica, com musica católica e com bebidas católicas. Só não sei se no final da noite o "resto" será tão católico...

A notícia tem vindo a ser nos últimos dias bastante veiculada, sendo Fátima o ponto de encontro deste novo Turismo religioso. Realmente, tudo vale e tudo serve para "captar clientes". Vivendo no tempo do marketing e dos mercados, todos somos tratados como "produtos" e "consumidores". Mas é justo! Porque razão a malta mais temerosa a Deus e aos estigmas vertidos a cada página da Biblia sagrada, não haveria de ter, também, o seu espaço de usufruto e devaneio juvenil?

Eu pecador me confesso: Se hoje fosse jovem estaria lá, mesmo que não acreditasse em Deus. As razões que lá me levariam, seriam exatamente as mesmas que me levaram a frequentar durante anos as missas de Domingo, os grupos de reflexão católicos do 111 (da Rua de S.João) ou todas as Discotecas da zona de Tomar. É que ser jovem, católico ou não católico é ser jovem e, sempre, procurar a diversão, a qual se deve ter no tempo próprio e da forma que "der".

Agora que tenho pena de não ser já jovem e não ter a oportunidade de frequentar uma "Cristoteca", lá isso tenho. É que ouvi dizer que as miúdas "cristãs" são mais,..., sei lá,...

Como a "arte" anda por aí, não me parece nada descabido que depois  do aniversário do vigário de Tomar, a "Interparoquial de Tomar", não queira organizar no Salão dos Bombeiros, uma sessão tomarense da Cristoteca de Fátima. Estou certo que seria um enorme sucesso. Até já estou a pensar no marketing da coisa: "Cristoteca nos Bombeiros de Tomar. Mais perto dos Homens, com a mangueira de Deus". Bora lá, pessoal!


A notícia da coisa:
Eis a Cristoteca, uma noite de discoteca cristã em Fátima (em 2009*)


Por Orlando Cardoso


22.06.2012
*INFORMAÇÃO AOS LEITORES: Já depois da publicação desta notícia fomos alertados para um lamentável erro que levou a que tomássemos por actual um telex da agência Ecclesia sobre as cristotecas que, na realidade, era de 2009. Os factos não estão errados mas sim notavelmente desactualizados. Pelo facto, pedimos desculpas.

Cortar com a visão "muito quadrada" que os jovens têm da igreja, proporcionando-lhes um convívio cristão, sem bebidas alcoólicas, é um dos objectivos de uma iniciativa que irá decorrer no dia 17 de Julho, em Fátima. A promoção de festas designadas "cristotecas" está a dar os primeiros passos em Portugal e surge pelas mãos da Aliança de Misericórdia, uma comunidade católica originária do Brasil.

A "cristoteca" desenrola-se num espaço que inclui uma pista de dança, mas não esquece a oração e a evangelização e tem entrada gratuita. A "cristoteca" do dia 17 decorrerá no Centro Pastoral Paulo VI, que abrirá as portas as 20h com uma missa, seguindo-se a abertura da pista de dança, e da área Cristodrinks, onde serão servidas bebidas sem álcool.

Vanessa Bueri, missionária brasileira da Aliança de Misericórdia, disse à agência de notícias Ecclesia que durante a noite será feita a "evangelização corpo a corpo". "Abordamos os jovens enquanto eles dançam e se divertem, para poder falar um pouco de Deus com eles", referiu a missionária, acrescentando que "quem o desejar, poderá participar no dia seguinte num encontro espiritual e formativo promovido pela Comunidade Canção Nova".

O único senão, referiu Vanessa Bueri, é o facto de o local ter de encerrar à meia-noite e meia, correndo-se o risco de os jovens irem divertir-se o resto da noite para as discotecas convencionais. "Ficamos tristes por terminar nesse horário e por não termos condições para continuar pela madrugada", acrescentou, notando que no Brasil as "cristotecas" não fecham antes das cinco horas da madrugada.

Vanessa Bueri disse também à Ecclesia que "é preciso proporcionar uma experiência de tal maneira intensa que os jovens não tenham vontade de ir para outros espaços de diversão". "Para que este trabalho de formiguinha crie raízes é preciso encontrar um local fixo, onde os jovens se possam dirigir todos os fins-de-semana à semelhança do que acontece em São Paulo", frisou.

No seu sítio na internet, a Aliança de Misericórdia diz que ao criar o conceito de "cristoteca", a ideia é "sermos mais espertos que o mal". Ou seja, "oferecer um ambiente que é uma verdadeira sala de dança, mas ali quem reina é Jesus".

A organização refere que a ideia foi desenvolvida pelo padre João Henrique, que pela sua experiência de mais de 20 anos a acompanhar jovens percebeu que os "primeiros contactos com drogas, álcool e prostituição acontecem em discotecas". O padre, diz a Aliança de Misericórdia, sentiu que "é por falta de uma opção melhor que muitos jovens frequentam esses lugares e trilham caminhos que os levam à morte".

Ao "não oferecer bebidas alcoólicas, nem drogas, muito menos a promiscuidade, e levantando a bandeira do namoro com seriedade e santidade", a organização acredita que está a "atrair o jovem com aquilo que o seduz no mundo" e "usar esse meio para levá-lo a conhecer Jesus". A "cristoteca" pretende ser assim "um espaço alternativo onde os jovens se possam encontrar com a vida, ter diversão saudável e com alegria verdadeira, santa e cristã".

Vanessa Bueri afirmou também à Ecclesia que no dia 13 de Junho se realizou uma "cristoteca" com cerca de 90 pessoas no Café Cristão do Seixal, sendo essa a primeira iniciativa do género realizada na zona de Lisboa. "Os jovens gostaram bastante e alguns que nunca tinham frequentado a igreja, ouviram o barulho e entraram, sem se aperceberem que era um local cristão", referiu a missionária.

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Humm... Este final da notícia é delicioso... Já sou fã da Vanessa!

25.6.12

Deixámos de ter Bancos e de ter Gangsters: agora temos Banksters

Publicado dia no CM 19/6/2012

Bankster

O favorecimento ao sector financeiro só é possível porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal

Os bancos portugueses estão sem dinheiro e perderam a credibilidade. Limitam-se agora a sugar os recursos duma economia que deviam apoiar mas apenas parasitam.


Estão hoje, na generalidade, descapitalizados. A abarrotar com créditos incobráveis, os bancos escondem ainda uma bolha imobiliária gigantesca, resultante de empréstimos mal concedidos e até arbitrários.








Depois de anos de má gestão e escândalos, os bancos estão agora de mão estendida. Mais uma vez, o estado português virá em seu auxílio, desviando recursos da economia real. Dos 78 mil milhões recebidos da troika, cerca de quinze por cento destinam-se a apoiar a banca. E adivinha-se que nem sequer será pela via de empréstimos, pois os bancos não quererão devolver o dinheiro. Será em alguns casos sob a forma de aumento de capital, mas sem que o estado sequer intervenha na gestão. O estado paga, mas não manda.


Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex--políticos.






Alguns, mais promíscuos, mantêm ligações ao sector financeiro em simultâneo com o desempenho de funções públicas.

Há situações que assumem mesmo foro de indecência, como a de Vera Jardim, que acumulava a presidência da comissão parlamentar de combate à corrupção com a superintendência do Banco Bilbao Viscaya; ou a do deputado Miguel Frasquilho, que integra o grupo encarregado de fiscalizar o plano de assistência financeira e trabalha no BES, potencial beneficiário desse mesmo programa. Até na supervisão, o insuspeito Banco de Portugal acolhe nos seus órgãos sociais celebridades ligadas à banca privada, como António de Sousa ou Almerindo Marques. Incumbidos de se pronunciarem sobre a actividade do banco central, controlam a entidade que supervisiona o sector ondetrabalham.




Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters.
Paulo Morais, professor universitário

24.6.12

Post mais visto da semana 25: Tomar gastou 550 mil € em alugueres para serviços do urbanismo

O post mais visto, aqui no blogue, durante a semana de Domingo 17 a Sábado 23 de Junho, foi o relativo à "excelente" gestão de espaços que o Municipio tem feito, ao longo destes maravilhosos 15 anos de gestão PPD em Tomar. A conferir aqui . Os valores divulgados são os valores oficiais divulgados nos documentos disponibilizados aos Vereadores.

22.6.12

PRESIDENTE VISITA DISTRITO E CRAVA ALMOÇO A TOMAR

A Presidência da República Portuguesa custa, a todos nós contribuintes 16 milhões de euros por ano, mais do que custa ao Estado espanhol a respetiva casa real, cerca de 3,5 milhões, apesar de esta aí representar um dos poucos fatores de unidade do respetivo País.

Além de cara a nossa Presidência da República tem tido nos últimos anos, com o atual inquilino, um desprestígio cada vez maior, quer pela incapacidade de representar a cidadania, quer pelas permanentes tomadas de posição de um conservadorismo atroz, numa lógica de paróquia, seguidora de um ultramontanismo, só parecido com o tempo do Américo corta-fitas, último Presidente da República do regime fascista deposto pelo 25 de Abril.

Trata-se por isso de uma instituição em completa queda, na sua participação no processo político nacional e mais importante ainda, no reconhecimento público de que sirva para alguma coisa, num momento de grave crise económica e principalmente social. Basta observar os últimos números sobre a imagem das figuras públicas nacionais, onde o Presidente da República aparece em 6º lugar, atrás de todos os líderes dos 5 principais partidos políticos.

Longe vão os tempos, para esta instituição – a Presidência da República, de uma gestão política realizada pelos estadistas seus ocupantes. Mário Soares e Jorge Sampaio foram referências para todo um País, desde os que os elegeram até aos que os não elegeram. O equilíbrio e temperança nas decisões políticas então tomadas, aliadas à perspetiva de defesa das artes e da cultura, nas suas múltiplas e diversas expressões, fizeram da Presidência da República, durante vinte anos, um farol e uma identificação de todo um País com a única instituição nacional que ninguém discutia.

Hoje é o que sabemos. O titular é uma sombra dos Homens que o antecederam. A política que segue, totalmente deslocada do espaço e do tempo em que estamos. A instituição que o serve, propiciadora de um conjunto sucessivo de polémicas, desde pseudo-escutas, interferências não autorizadas em setores críticos da vida nacional, enfim…

Claro que o recente episódio de que os vereadores foram informados na última reunião de Câmara, só ajuda a consubstanciar este afastamento da realidade que a Presidência da República Portuguesa, vive no momento presente. O Presidente visita um conjunto de empresas do Distrito no início de Julho, tendo intenção de usar o Convento de Cristo como palco para um balanço no final da mesma. Nada contra. O Convento de Cristo é propriedade do Estado e a Presidência tem todo o direito de dispor dessa infra-estrutura para a sua atividade constitucional. O que a Presidência já não tem o direito, como o fez através do seu assessor David Justino, segundo o que o nosso Presidente de Câmara informou, é de pedir que seja o Município de Tomar a PAGAR O ALMOÇO A TODA A COMITIVA no final do balanço que irá ser feito no Convento.

Como Vereador e como Tomarense, tenho vergonha que a Presidência, sabendo a situação difícil em que todas as autarquias do País se encontram, fruto de uma redução de atividade económica propiciada por políticas erradas e por um ataque sem par realizado ao poder local democrático, por uma governação socialmente insensível, da mesma cor política daquela que propala pela Presidência, venha pedir que o Município lhes pague o almoço.

Acaso quando recebe dignatários estrangeiros e os leva a visitar o Mosteiro dos Jerónimos, pede ao Município de Lisboa para lhes pagar o Almoço? Claro que não. Então porque o quer fazer em Tomar?

Uma Presidência que gasta mais de 44.000€ por dia, segundo o orçamento em vigor, tem a LATA de vir CRAVAR o almoço a realizar num monumento nacional, cuja receita vai integralmente para Lisboa? É se calhar o momento de fazer como aquando da coroação, em Tomar e no Convento de Cristo de Filipe II de Espanha, como primeiro de Portugal (1580), em que os Tomarenses de então fizeram das tripas coração para boicotar a alimentação da corte trazida a Tomar.

A Presidência da República que ganhe vergonha na cara e que pague a ALMOÇO que vai oferecer ao seu SÉQUITO e já agora que o faça recorrendo a empresas do Concelho que vem, desavergonhadamente, tentar CRAVAR!

(Publicado no Jornal "A Cidade de Tomar" em 22/6/2012)

21.6.12

Finança substiui democracia dos estados

O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje, no Porto, que "o que a 'troika' faz é ganhar o seu dinheirinho" e acrescentou que "os mercados continuam a mandar nos Estados", transformando-nos numa "espécie de protectorados".
"Toda a gente me caiu cima quando disse que era preciso acabar com a 'troika'", referiu Mário Soares, que interveio num sessão plenária do VII Congresso Português de Sociologia, ao lado do ex-secretário-geral da CGTP,Carvalho da Silva. Após recordar que Portugal tem um longa história, Soares perguntou: "Como é possível, que haja uns tecnocratas que decidem sobre o nosso futuro e as pessoas não se sentem, patrioticamente, vexadas por nós estarmos a ser um protectorado da 'troika'?". "Temos que mudar rapidamente, porque se não vamos para uma situação gravíssima", opinou.
Mário Soares disse "ter esperança nesse tal vento democrático" que, na sua óptica, sopra desde que o socialista François Hollande foi eleito Presidente da República francesa, a 6 de Maio passado, em substituição de Nicolas Sarkozy.
O ex-chefe de Estado afirmou esperar que "o vento" seja "a favor do crescimento e contra a austeridade, contra o flagelo do desemprego e possa dominar a Europa".
Numa rápida análise sobre a crise europeia e as suas raízes políticas, Mário Soares considerou que "o capitalismo, durante muito tempo, foi um sistema discutível, mas havia regras e um certo tipo de valores que eram respeitados". "Mas, a partir do colapso do comunismo, tem havido tem havido, de tal maneira, modificações que essas regras do capitalismo começaram a estar em causa" e os dois partidos que dominavam então a Europa, o socialista e o democrata-cristão, "perderam a força e legitimidade", declarou.
Para Mário Soares, esses partidos "foram influenciados por Tony Blair", antigo-primeiro-ministro britânico, do Partido Trabalhista, responsável pela corrente política "Terceira Via".
Quando a crise financeira se abateu sobre a Europa, vinda dos Estados Unidos, os governos eram, na sua grande maioria, "ultraconservadores e neoliberais", recordou Soares, que considera que haver "um vento de mudança que está a atingir a Europa e não só", com origem em França e na recente eleição de François Hollande.
Em contraponto, o antigo presidente português não poupou críticas à chanceler alemã, Angela Merkel, dizendo que "está na hora" de ela "regressar à Alemanha de Leste", onde nasceu. "É preciso salvarmos a União Europeia" e, para tal, "bastaria que a senhora Merkel abdicasse de um artigozinho que há no chamado Tratado de Lisboa, que diz que o Banco Central Europeu não pode fabricar moeda", realçou. "Mas por que carga de água (o BCE) não pode fabricar moeda?", questionou.
Depois da sua intervenção, um dos presentes perguntou a Mário Soares "se estaria disposto" a apoiar a candidatura de Carvalho da Silva a Presidente da República e a sua resposta foi clara: "Teria muito prazer".


(Texto do Jornal de Negócios, 20/Junho/2012, 21H40, sobre despacho da Lusa)

20.6.12

Câmara de Tomar gastou mais de 550.000€ no aluguer do Edifício onde está o Urbanismo!

O Município de Tomar gasta por mês, no aluguer do edifício escavação, onde estão em funcionamento os serviços de urbanismo da autarquia, desde 1998, a quantia de 3.250€.

Assim, durante estes quase 15 anos, o Município gastou mais de 550.000€ em alugueres.
Perguntar-se-á se era absolutamente necessário tal gasto? A resposta é não!

Só a título de exemplo, o Município adquiriu, no inicio de 2011, toda a infraestrutura do Pavilhão da Nabância, por cerca de 375.000€. Tinha vários espaços não usados, um Pavilhão e uma Cave, várias salas onde era a sede social da cooperativa, outras salas onde tinha funcionado a Radio Hertz, mais uma outra cave onde estava uma loja de móveis. Mais de 2000m2 de áreas utilizáveis e disponíveis. E o que fez a Câmara? Há um ano instalou, sem deliberação e por ordem do então Presidente da Câmara, o Ginásio Clube de Tomar no ex-Pavilhão da Nabância. Em Setembro deliberou entregar várias salas ao União de Tomar, para servir de sede a este, bem como uma sala a uma respeitável associação de apoio familiar a criaças com dificuldades especiais e agora prepara-se para entregar mais duas salas à Associação de Dadores de Sangue.... do Hospital!!! E tudo isto graciosamnete, sem quaisquer documentos...

Mas há mais exemplos: o Município é proprietário de todo o Convento de S.Francisco, que recuperou num investimento superior a 1 milhãos de euros, há pouco mais de 12 anos. Aí estão em funcionamento, graciosamente, a Comunidade Inter-Municipal do Médio Tejo, várias oficians de artesanato, um depósito de brinquedos, propriedade do Engº Baptista da Conceição, com a intenção de se constituir como legado para a futura coleção visitável do brinquedo, vulgarmente denominado "Museu do Brinquedo", uma Sala de mais de 50m2 vaga, o antigo laboratório de solos do GAT (Hoje ASTAQ Técnica - empresa intermunicipal que presta serviços técnicos) e ainda, mais de 500m2 ocupados pela ASTAQ (Empresa intermunicipal de concepção de projetos para os Municípios de Ourém, Ferreira e Tomar), a qual irá iniciar o seu desmantelamento a 31 de Agosto deste ano.

Mas mais: o Município é proprietário de várias salas e lojas na Alameda, no edifício onde se situava a Policia Judiciária, saída em 1997 para Leiria e até hoje devoluta!!!

Mais ainda: o Município é proprietário do edifício onde esteve instalada a delegação da Empresa Águas do Centro, durante quase uma década, sem acordo escrito, contrato ou escritura de qualquer tipo, a apenas 20 metros do Edifício escavação, composto por várias salas e no qual a Câmara quer ceder GRACIOSAMENTE ao Ministério da Justiça, para instalação da Delegação do Instituto de Reinserção Social (hoje já não tem esse nome, mas é o nome pelo qual é conhecido...)

Ahhhh! E finalmente, o Município é proprietário do Edifício onde funcionou a polícia (Palácio Alvim), onde já investiu cerca de 200.000€ na recuperação dos telhados, mas para onde não existe disponibilidade financeira para recuperar o mesmo!!!

Ora digam lá se isto não é BOA GESTÃO?!



(Nota: o serviço de urbanismo gerou de receitas no último ano, pouco maisde 200.000€ e teve de despesa, só em pessoal, mais de 600.000€!)

19.6.12

Seminário de preservação do local do crime em Tomar

Proteção Civil promove ação de sensibilização para a “Preservação do local do crime”

Uma ação de sensibilização para a “Preservação do local do crime” vai ter lugar no dia 23 de junho, sábado, na Biblioteca Municipal de Tomar, das 9h30 às 13h, tendo como formadores elementos da Escola da Polícia Judiciária, numa organização da Divisão de Proteção Civil da Câmara de Tomar. Pretende-se dotar os intervenientes nas operações de socorro de formação e conhecimentos que possam preservar os locais de ocorrência de acidentes, de forma que a investigação possa decorrer, técnica e cientificamente, da melhor forma possível.

Esta excelente iniciativa, na continuidade de outras ações de sensibilização sobre a proteção dos habitats e da florestas, realizadas em anos anteriores, visa contribuir de forma determinante para que a população em geral e os agentes mais envolvidos em particular, possam compreender a importância da preservação da Floresta como fator de desenvolvimento humano.

O programa será o seguinte:


9h30 - Apresentação institucional pelo Director do Laboratório de Polícia Científica, Carlos Farinha

10h00 – “A importância da integridade dos vestígios”, “Preservação dos meios de prova” e “Recolha de material utilizado no local do crime”, pelo Dr. Fernando Viegas, Chefe de Setor de Inspeção Judiciária

11h00 – “A custódia da prova em zonas de combustão” e “Apresentação do Manual do ENFSI para a primeira aproximação ao Local de Incêndio” pela Drª. Algina Monteiro, Chefe de Área de Criminalística

12H30 – Debate e avaliação

NOTA: As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por telefone - 249.324.030 e por email proteccaocivil@cm-tomar.pt

18.6.12

É possivel Turismo com Monumentos fechados?

Esta foto foi tirada no Sábado dia 16 de Junho de 2012, pelas 13H30 e para quem não saiba é da Capela de Santa Iria, um dos patrimónios classificados existentes na turística Cidade de Tomar.
É um dos 10 Monumentos, entre públicos e privados, que durante anos foram responsabilidade da autarquia, assegurar a sua visitação, sob coordenação dos serviços de museologia.
Mas, infelizmente para todos os turistas que nos visitam e, nota-se que são muitos, este e outros monumentos da cidade têm estado encerrados, todo o dia a maior parte deles, até há meses todos à hora do almoço e durante o último ano, cada vez mais inopinadamente, do tipo 'quando calhava'.

Ora a indústria turística não se compadece com 'humores' das administrações autárquicas, ou dos protocolos que esta não cumpre ou não faz cumprir com os seus parceiros, neste caso o Centro de Estudos e Património do Instituto Politécnico de Tomar. A indústria turística exige ESTABILIDADE, continuídade de horários e CONFIANÇA.

Ora neste particular, a Cidade de Tomar, pura e simplesmente NÃO FUNCIONA, sendo cada vez mais os operadores turísticos a queixarem-se que visitar o que quer que seja nesta Cidade Turística é pura e simplesmente impossível. O Museu dos Fósforos está quase sempre fechado, quase só abrindo pela disponibilidade da voluntária filha de Aquiles da Mota Lima, de quem é o legado da coleção visitável. O mesmo acontece com o legado "Museu Abrãao Zacuto"/Sinagoga de Tomar, cuja visitação é assegurada quase em exclusivo pelo casal Luis e Teresa Vasco, há anos. Em tal rol, se encontra também a Igreja de S.Francisco, pelo esforço de um par de voluntários da Ordem Terceira de S.Francisco.

Uma industria turística, na segunda década do Sec.XXI, não se pode basear, apenas no voluntarismo de três ou quatro pessoas, cuja ligação ética e afetiva aos legados as leva a dar o seu melhor, mas não desculpam a IRRESPONSABILIDADE dos gestores autárquicos, que têm nome. Têm nome e deviam ter vergonha de terem os Monumentos da Cidade fechados.

Durante 2010, enquanto responsável do Município pelo Turismo, Museus e Cultura, consegui garantir que todos os Monumentos estavam visitáveis, no horário das 10H00 às 17H00 (Inverno) ou até às 19H00 (no Verão), sem interrupções à hora do Almoço, todos os dias de Terça-feira a Domingo (exceptuando às horas das missas). Garanti ainda que às 2ªFeiras era ainda possivel, por marcação, visitar qualquer dos monumentos da cidade. Estava ainda em preparação, através de trabalho conjugado com a Direção do Convento de Cristo, da Ermida da Sra da Conceição e da Capela de S.Gregório, bloqueada que estava, como sabemos, por uma ocupação de anos de um sem abrigo.

Nesse ano (2010) estiveram SEMPRE visitáveis os seguintes sítios/monumentos, com horário das 10H-17H(19H): Postos de Turismo (Mata e Vieira Guimarães), Casa dos Cubos, Casa-museu Lopes Graça, Coleção visitável de Aquiles da Mota Lima (Museu dos Fósforos), Igreja da Misericórdia, Igreja de S.Francisco, Galeria dos Paços do Concelho, Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal João de Castilho, Igreja de S.João Batista, Capela de Santa Iria e Igreja de Santa Maria dos Olivais.

Para que tal fosse possível, a articulação e gestão de proximidade realizada, com os parceiros privados e associativos foi essencial, como essencial foi a motivação de todos os colaboradores da autarquia, a definição de uma estratégia e exigência na sua implementação e o esforço e dedicação de estagiários e desempregados em programas ocupacionais. Permitam-se a imodéstia, só possivel quando se está seguro do que se afirma e o tempo demonstrou a razão da estratégia encetada: o caminho é MESMO por aí! Porque não o trilham? Não sabem ou não querem? São totalmente incomptentes ou 'apenas' displicentes?

A continuarmos assim, dificilmente conseguiremos convencer alguém de que queremos ter (sabe Deus quando), uma Cidade Turística. Sem Indústria, sem Hospital, sem Quartel, com menos Escolas, menos Comércio, menos população, o que fazemos? Fugimos? Não!
Há outro caminho!

17.6.12

Post mais visto da semana 24: descubra as diferenças

Nesta semana, a numero 24 deste ano de 2012, entre o dia 10 e 16 de Junho, o post mais visto por aqui foi o referente às "diferenças" entre o antigo regime facista vivido em Portugal entre 1926 e 1974 e o atual que vivemos. Naturalmente provocatório, o post descubra as diferenças é uma chamada de atenção, para que nao se repita, pela cobardia, aquilo que é mais fácil de acontecer do que por vezes pensamos.

15.6.12

Poupar a nível nacional o equivalente à negociata do ParqueT em Tomar

Projeção da ANAFRE diz que extinção de freguesias gera poupança inferior a 6,5 ME


Viana do Castelo, 15 jun (Lusa) - A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) vai apresentar ao Presidente da República um estudo que aponta para uma...

Projeção da ANAFRE diz que extinção de freguesias gera poupança inferior a 6,5 ME

Viana do Castelo, 15 jun (Lusa) - A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) vai apresentar ao Presidente da República um estudo que aponta para uma poupança anual inferior a 6,5 milhões de euros em resultado da extinção de cerca de mil freguesias.

O estudo será apresentado a 12 de julho na reunião com Cavaco Silva, mas alguns destes dados já foram, entretanto, disponibilizados à 'troika', segundo confirmou à agência Lusa Armando Veira, presidente da ANAFRE.

O responsável da Associação acrescentou tratar-se de uma "projeção técnico-contabilista" das consequências da aplicação da reorganização administrativa, admitindo a extinção entre mil a 1.060 freguesias.

"A poupança não será superior a 6,5 milhões de euros. Não vale a pena, do ponto de vista da tensão e da agitação social, da quebra das ações de voluntariado que prestamos às populações. Não vale de todo a pena", afirmou Armando Vieira.

_______________________________________________________

No Concelho de Tomar, aguarda-se pela proposta do PPD de saber quais e quantas as Freguesias que pretendem extinguir, sendo certo que essa é uma responsabilidade do PPD, que está a impôr esta Lei injusta e descabida.

Segundo o estudo agora anunciado pela ANAFRE a poupança a nível nacional poderá equivaler à dívida que a Câmara de Tomar tem com a ParqueT (6,5 milhões€), resultado da gestão danosa executada pelo PPD de Relvas na cidade onde é Presidente da Assembleia Municipal.

A nível nacional o valor é irrelevante e as mais que prováveis 8 Freguesias do Concelho que desaparecerão: 1 na Cidade e 7 rurais, pela aplicação dos critérios desta Lei, fazem realmente falta às populaçãoes, especialmente à mais idosa e vulnerável.

É uma pena que Miguel Relvas, Ministro da tutela desta Lei, Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, não venha explicar, ladeado pelo Presidente da Câmara de Tomar e dos dirigentes locais do PPD, quais as Freguesias que querem EXTINGUIR. Mas duvido que tenha coragem para isso. Aliás adivinho que a exemplo do Presidente da Câmara, que faltará à próxima Assembleia Municipal, também ele se "esquecerá" de estar presente, nesta Assembleia e na que discutir a extinção das Freguesias.


 

14.6.12

O começo da verdade sobre o Serviço Nacional de Saúde


Defender a saúde é um dever de todos. Comece por si. Peça ao seu Presidente de Câmara e ao seu Deputado que conhece para o defender.

13.6.12

Balanço de um ano de desespero I

[O documento que se segue foi lido em Vizela, mas poderia ter sido lido em Tomar, que o problema é o mesmo. As mesmas políticas, os mesmos resultados]


INTERVENÇÃO DE JOÃO POLERY (líder da bancada PS, na Assembleia Municipal de Vizela) 

PERIODO ANTES DA ORDEM DO DIA

Nunca um Governo da Nação teve tão pouco tempo de estado de graça como este, de Coligação PSD CDS/PP, que malfadou os Portugueses, em menos de um ano.
Os novos números do Défice da Nação, revelam mais do mesmo, ou seja a politica de austeridade e do custe o que custar do Governo PSD CDS/PP, tiveram como resultado a subida do défice para 3 Mil Milhões e uma queda nas receitas fiscais de 3,5%.

É evidente que os Portugueses em geral e os Vizeleneses em particular, o que mais nos preocupa, já não podem aguentar mais, nem as famílias, nem as empresas. Com mais austeridade, como facilmente concluímos depois da admirável, admiração, da Troika, sobre os assustadores números do desemprego, e que seguramente este governo aplicará, significa aumentar a espiral recessiva em que o nosso país já entrou.

Está claro que a política deste governo não passa pelo incentivo á economia e aos investimentos, muito menos á resolução do problema do desemprego que assola o nosso país.
As contas públicas estão piores do que inicialmente, apesar de todos os sacrifícios.
Só para clarificar um pouco; o défice do subsector Estado atingiu 3,05 mil milhões de euros nos primeiros quatro meses do ano, o que representa um agravamento face ao desequilíbrio de 2,45 mil milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.

A taxa de desemprego que estava nos 12% no primeiro trimestre de 2011; atingiu já no final de Maio os inacreditáveis 15,2%, sendo que no sector jovem ultrapassou os 36,%, e para cumulo ouvimos o, recente, anuncio de uma taxa superior a 16% para 2013.

De salientar que o desemprego na zona euro manteve-se nos 11%, o que revela claramente as politicas erradas deste governo no que á matéria diz respeito. Este é o governo que deixa mais uma marca na sua curta história: a marca do desemprego.
E ainda há quem diga que a culpa era do PS de Sócrates, mesmo sabendo que destes 38 anos de Democracia 16 pertenceram ao PS e 20 ao PSD, com ou sem coligação, de Governo.

Todos concluímos, com relativa facilidade, que a austeridade deste governo só piora as contas públicas. Depois de tantos sacrifícios temos as contas públicas piores do que estavam inicialmente, com uma queda na receita fiscal e com recessão económica a fazer o sangramento de todo o sacrifício dos Portugueses, o que demonstra claramente a brutalidade das políticas deste Governo.
Pasmem-se com mais este "Lapso" do nosso ministro, ou pior ainda, mentira do nosso Primeiro-ministro, A queda das receitas fiscais com impostos indiretos foi quase o dobro da que foi divulgada pela Direção Geral do Orçamento, garantiu a Unidade Técnica de Apoio Orçamental que encontrou, mais uma vez, uma incorreção nas contas que influencia a comparação em percentagem.
Os Técnicos independentes explicaram que na base deste erro, esteve a falha da DGO em somar a receita proveniente do IVA social entre Janeiro e abril de 2011, no valor de 238 milhões de euros.

Assim, refeitas as contas, a queda nas receitas não foi apenas de 3,5% como informou o Governo, que já era muito grave face ao brutal aumento de impostos, mas sim de 6,8% tendo em conta a retificação do "LAPSO", a que eu chamo de mais uma mentira.
No passado dia 1 de Maio, Passos Coelho pediu aos Portugueses para se prepararem para viver com o desemprego superior ao habitual. Mais ainda considerou que estar no desemprego significa uma oportunidade… Alguma coisa mudou na política.
Recentemente, os governos do PS eram julgados, pelo PSD, pela capacidade de enfrentar o desemprego e encontrar soluções para ele. Hoje, este governo, não quer ser avaliado pelo seu desempenho e, em vez de resolver o problema do emprego, apresenta-o subliminarmente como se fosse uma coisa imposta pela força do destino.

Percebe-se a mensagem. Se é o destino que nos trás o desemprego, como posso eu, Passos Coelho, ser responsável pelo destino? O primeiro-ministro lida mal com a realidade e com o resultado das suas opções. Do ponto de vista político é, como aqui já disse, um mentiroso compulsivo, pior que qualquer um dos anteriores. Como várias vezes aqui referi, repito, em campanha prometeu fazer tudo diferente de Sócrates, no entanto violou todas as promessas, e optou por um caminho muito pior e mais radicalizado. Dizem os adeptos da seita que ele desconhecia a realidade. Se é verdade, não se compreende por que razão um incompetente, que nem a realidade do País conhecia, deve governar. Se é mentira, então o melhor é os cidadãos nunca mais nele votarem.

Passos Coelho sabe muito bem que o desemprego é o resultado das políticas que ele apoia na Europa e que pratica em casa. Não é fruto de um destino maléfico que caiu sobre nós, mas de opções que visam deliberadamente empobrecer a generalidade da população e enriquecer uma elite voraz, uma elite que, sem a ameaça do comunismo, tem por objetivo reduzir a generalidade da população à situação de semi-escravatura. O primeiro-ministro sabe muito bem o que está a fazer e sabe que quando sair do governo a pobreza será muito maior em Portugal e as desigualdades serão muito mais escandalosas.

Passos Coelho pensa que, ao apresentar a situação como uma tragédia trazida pela força do destino, livra a sua responsabilidade. Passos não passa de personagem de uma triste comédia, aquele género teatral que trata de homens inferiores, não apenas impotentes perante as potencias do mal, mas subservientes. Não satisfeito com tanta asneira, convoca agora uma série de colóquios, a realizar pelo país, para assinalar o primeiro aniversário da vitória eleitoral. Espero sinceramente que os Portugueses o saibam receber como merece!

Como diz um reconhecido humorista do nosso País, Passos Coelho ao dizer que estar no desemprego significa uma oportunidade, é o mesmo que dizer: " que os acidentes rodoviários significam uma oportunidade para trocar de carro. Que os incêndios significam uma oportunidade para organizar uma churrascada com os amigos. Que as cheias são uma oportunidade para fazer um passeio romântico de barco. E ainda que a cadeia, onde ele deveria estar, acrescento eu, é uma oportunidade para descansar e descobrir novas sensações no duche".

Uma palavra sobre o escândalo do caso Miguel Relvas, onde, passado o tempo em que deveria ter apresentado a sua demissão, outra coisa não seria de esperar, se não, já ter sido demitido por Passos Coelho. Não sou eu que digo, mas sim: Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Santana Lopes, Marques Mendes e tantos outros, todos do Partido do Governo. Só Passos Coelho, não tem vergonha e continua a gozar com quem o apoiou.

Primeiro diz que não fez, mas depois já fez. Primeiro não pediu desculpa, mas depois até pediu, mas foi pelo tom utilizado, e não pelo conteúdo. Primeiro não recebeu mensagens, mas de seguida confirmou-se que recebeu. Não teve encontros depois de tomar posse, mas depois sempre teve um ocasional, um lapso. Primeiro não deu importância às mensagens, mas depois até fez a vontade ao artista e deu o cargo de Secretária de Estado á pessoa que atrapalhava o seu amigo. Enfim um ditador aldrabão ao seu melhor nível. E depois ainda aparece, tipo Madre Teresa de Calcutá, em entrevista, a defender transparência e politicas socias. Haja paciência.
Convém ainda lembrar que a primeira polemica que indicia a culpabilidade deste senhor, ocorreu com a suspensão da crónica de Pedro Rosa Mendes na RDP. OU seja não é primário mas sim reincidente.
Espero que, a bem do País, este Ministro abandone, definitivamente o Governo, e com ele possam cair as suas ideias da Reorganização Administrativa, para que Vizela possa, como querem os cidadãos e o PS de Vizela, manter as sete Freguesias.

 
Em nome da Democracia, da liberdade de imprensa, da sanidade mental dos portugueses, e contra os recados, os telefonemas, os sms e demais formas de pressão dos ministros, adjuntos chefes de gabinete e outros…, senhor primeiro-ministro: Demita-o rapidamente.

Talvez por tudo isto, tivemos, todos, oportunidade de ler no comunicado do Deputado Francisco Ribeiro, embora na qualidade de Líder do PSD local, e representante concelhio da recandidatura de Passos Coelho á liderança do PSD, dizer o seguinte: cito, " Aceitei esse desafio que me foi lançado com satisfação e orgulho, pois considero que o mesmo, leia-se Passos Coelho, pode trazer mais-valias para Portugal e para os Vizelenses, uma vez, que é a única pessoa que reúne condições de estabilidade administrativa de que tanto necessitamos". E agora acrescento eu: ainda acredita?
Dizia ainda o deputado Francisco Ribeiro no seu comunicado " Passos Coelho já deu provas de que é um homem de palavra, sério e determinado". Sr. Deputado estamos esclarecidos quanto aos seus critérios de avaliação e do quanto deseja para os Portugueses e para os Vizelenses.
Triste, uma vez mais, ver o homem que reside em Belém, em mais um dos seus momento de alucinação, dizer que este caso, tão grave, é apenas um caso político-partidário, o que confirma a minha suspeita, aquando da minha última intervenção, neste mesmo local, em que o homem está completamente senil.
 
Felizmente a última sondagem, cujos resultados foram publicados no início da semana passada, [conferir em http://noticiasbreves.blogspot.com] já revelam o que todos os Portugueses há muito sabiam, o reinado deste governo está próximo do fim, a bem de todos os Portugueses.
Depois de tanta mentira e de tanta asneira, o resultado das últimas sondagens revelam mais uma evidência, de que os Cidadãos Vizelenses são, de longe, os mais inteligentes do nosso País, ao vaticinarem nas últimas eleições o que seria o Governo do PSD, e por isso dizendo, quase em exclusivo ao País, nós não acreditamos, nós não queremos esta gente a governar Portugal.

[Nota: o PS ganhou em Vizela nas legislativas de 2011, a par de outros Concelhos do Distrito de Braga e Porto, como Guimarães, Fafe, Matosinhos e Santo Tirso]

12.6.12

Socialistas somam e seguem em França

Os resultados da primeira volta das legislativas em França, podem ser aqui consultados.

Desde logo a salientar a brutal subida da FN, partido pós-fascista de extrema direita, o verdadeiro farol de todos os extremismos, os quais consomem a europa há já década e meia. Ao atingir mais de 13% dos votos expressos, quando em 2007 apenas tinha tido cerca de 4,5%, vai condicionar de forma determinante os resultados da segunda volta.

O aumento consistente da extrema direita em França e um pouco por toda a Europa, a par de um conjunto de movimentos de "brincadeira democrática", os quais vão elegendo deputados regionais e federais em vários locais, coloca uma Europa cheia de idosos ricos e de jovens altamente especializados e desempregados, à beira do abismo, com uma revolta sem precedentes.

Em todo o caso, apesar dos neo-conservadores e neo-fascistas relvianos comentadores instalados em Portugal o pretenderem desvalorizar, os SOCIALISTAS ganharam este primeiro round, subindo de 25% para 29,5%. Por seu lado os liberais-conservadores no poder até há um mês atrás, da família do PPD-PP, perderam, baixando dos 29% para os 27%.

O mapa supra, onde o rosa representa os socialistas e o azul os conservadores, espelha bem a alteração em curso em França. É ligeira, perigosa pelo peso da extrema-direita, mas consistente.

Como já por aqui fomos escrevendo, o processo só estará terminado com a definitiva derrota dos conservadores alemães da CDU de Merkl, que é para o nosso (des)Governo o seu Alfa e Ómega. E a partir desse dia, basta começarmos a contar os dias até Portas retirar o tapete a Relvas e quejandos.
Até lá temos de sobreviver e lutar!

11.6.12

Descubra as diferenças...


Só por mera formalidade não estamos já em ditadura, em minha opinião.

Ele hoje não há censura (exame prévio do que que seria publicado nos órgãos de comunicação social), mas tal é assumido pelos "donos", com medo da ausência de publicidade que paga os ordenados todos os meses.

Hoje não é preciso assinar uma declaração a "renegar ser comunista", para ter acesso a um emprego na administração publica, como até 1974, mas é preciso passar escova aos dirigente laranjas e seu algozes executores diários por essas câmaras municipais e departamentos públicos.

Hoje não se vai para a prisão apenas por ter opinião diferente do poder instituído, mas o acesso à justiça está reservado, cada vez mais, a quem tem dinheiro.

Hoje não se trabalha de "sol a sol", por míseros escudos, mas trabalha-se sem horário, nem proteção social por salários abaixo do limiar da pobreza e todos os meses se deve mais (ao banco, aos familiares, aos amigos, na farmácia, na loja da esquina).

Hoje não se emigra para o estrangeiro fugindo à guarda-fiscal na fronteira, mas paga-se na mesma ao "passador", dorme-e e vive-se em contentores nos subúrbios das cidades industrializadas da Alemanha, de França ou de Inglaterra.

Hoje, como ontem, começa-se a adiar a ida ao médico. Vai-se ao hospital publico e foge-se da receção à saída para nao pagar a taxa de 20-28€ da urgencia, como dantes se "morria" naturalmente aos 50 e 60 anos...

E continuamos a tolerar isto como sendo "normal"?
Pois digo-vos: eu não acho normal!

8.6.12

Livros revisitados - A onze de Setembro

Colaboração com o Jornal "O Templário" - Livros revisitados

A onze de Setembro

- Pai, espero que compreendas… é difícil…(…) - Sabes, pode parecer estranho! Tenho de contar com a tua ajuda nesta situação, não é nada fácil… - justificou-se Simone (…) – Eu amo… uma mulher”, escreve Virgílio Saraiva, o autor do romance de que falaremos esta semana.

Numa edição de 2007, da Papiro Editora, com o ISBN 978-989-636-151-8, o autor tomarense Virgílio Saraiva deslumbra-nos com um inusitado epílogo do seu livro “A onze de Setembro”.

A trama é densa e se termina com a assunção de uma homossexualidade recalcada no feminino, começa com “um simples soutien, de tonalidade creme, algo amarrotado ao fundo da cama, permitia denunciar, com um relativo grau de certeza, uns tentadores seios completamente libertos e desnudado”. Mas desengane-se o leitor, se pensa que nosso especialista em direito de consumo do Município, nos traz um demoníaco livro erótico. Antes sim uma viagem pela vida, pelas vidas, pelos tempos, dos 25 de Abril, de antes e depois, ao 11 de Setembro, apenas como marcas de caminhos, de sonhos, de frustrações. Enfim: pedaços de uma vida de portugueses como você, como eu, como alguém com quem se pode cruzar dentro de minutos, na corredora ou no jardim.

Dado à estampa em 2007, este livro aborda entre outros o eterno tema da diáspora Portuguesa, que pode ser a de Tomar, numa ante-visão de discussão sobre o que nos estão a fazer, ao País desde há um ano e a Tomar desde há quase quinze. Há amores e desamores, encontros e perdas, pautas de liberdade, com orquestras noutros registos, como nos convida um interessante prefácio de Paulo Fonseca, hoje edil de aureana, ao tempo representante do poder na scalabis dos toiros.

Mas o que me interessa relevar hoje, além do interesse da leitura integral, única e envolvente, é o epílogo com que começa esta crónica. É que num tempo em que as crises nos atacam por todos os lados, também a assunção das homossexualidades, como caminho de respeito pelas diferenças e opções legítimas e privadas dos cidadãos, não tardará a estar, de novo, em causa.  Moralismos e atavismos à parte, o diferente começa de novo a ser olhado de soslaio. E isso tem de ser combatido: de caras e sem tibiezas!

“Mas, meu Deus?! – em pânico. [O Pai] – Mas porquê?!  - Deus não responde! A verdade é que nos amamos, gostamos uma da outra, (…) [responde Simone]. Deus não responde. Nem condena. Não pode condenar, porque não existindo ou mesmo que o pudesse, não o faria decerto. Assim está nas escrituras: dar a outra face. Daríamos nós? Toleraríamos nós se um amigo ou uma amiga próxima se assumisse, mesmo numa terra pequena como Tomar, como homossexual. Perceberíamos que essa opção, fruto da liberdade, em que todos nascemos, a qual condicionamos apenas por aculturação, que essa opção, era ela própria sinal que haveria esperança para a nossa terra?
Aguardemos…

Obrigado pelo desassossego, Virgílio.

6.6.12

Relvas avança com modelo de condicionar a Informação... nos Açores.

O nosso conhecido Ministro Relvas, o também Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, continua a sua "cruzada" contra os infieis, leia-se, contra todos os que não sejam laranjas ou não se submetam ao "controlo informativo", da central de informação que este "criou" há vários anos.

Tenho estado atento ao que se passa nos Açores, para perceber até que ponto e onde irá parar esta fobia, de deriva neo-fascista, que os atuais inquilinos do Governo da República (PSD-PP) perseguem, tendo como um dos executores o nosso Ministro Relvas.

A lógica é a mesma que foi aplicada em Tomar, nos anos 90 do século XX. Lembram-se da dupla Manuel Faria / Florbela Marante no Templário? E lembram-se da dupla Carlos Carrão / Isabel Miliciano no Cidade de Tomar?
Quais os custos que existem em Tomar de tal atuação?

Há quinze anos que o atual Presidente está eleito pelo PSD na Câmara (Carlos Carrão) e vejam o resultado. Entretanto Isabel Miliciano, também passou alguns anos como Vereadora do PSD, tendo saído e batido com a porta...
Há doze anos que Manuel Faria atua com a sua "loucura esclarecida", na gestão do turismo de Tomar e da região, com os disparates que se sabe.
Os resultados estão aí, só não vê quem não quer...
Imaginem isto a nível regional (nos Açores) e a nível nacional.

Pois...
Os mesmos modelos de atuação, seguem caminho, hoje nos Açores, no Público, no Expresso e...
Onde terminará?

Atentem à notícia e pensem... Pensem bem no que está a acontecer e prevejam, se nada for feito, quais os resultados disto!



PS, BE, PCP e PPM tomam posição conjunta, em Lisboa, contra ataque à RTP-Açores feito pelo Governo da República

Os Grupos Parlamentares do PS e do BE e as Representações Parlamentares do PCP e PPM na Assembleia Legislativa dos Açores apresentaram, esta tarde, em conferência de imprensa, na Casa dos Açores, em Lisboa, uma posição conjunta contra os ataques à RTP- Açores feitos pelo Governo Central.

Os partidos afirmaram que o Ministro Miguel Relvas anunciou, em Agosto de 2011, que a emissão da RTP-Açores seria reduzida para uma simples janela de 4 horas de emissão. Justificou a medida com a despesa excessiva do canal e a necessidade de reduzir custos. Instado, posteriormente, a apresentar estudos que fundamentassem a sua observação empírica, nunca o logrou ou quis fazer.

Os órgãos de governo próprio da Região Autónoma dos Açores instaram, na sequência destas declarações, o Governo da República a cumprir o serviço público de rádio e televisão de acordo com o que dispõe o atual quadro legal. Algo que, de forma alguma, pode ser assegurado no âmbito de um espaço guetizado no final do dia. A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores discutiu e aprovou, por diversas vezes, resoluções em que se alertava o Governo da República para as suas responsabilidades legais no âmbito do serviço público de rádio e televisão nos Açores.

Nada disto alterou o propósito do Ministro Miguel Relvas de implementar a janela e assim iniciar o processo de liquidação da RTP-Açores. Assim, a RTP-Açores começou hoje a concentrar a produção regional entre as 17.30 e as 23.30. No âmbito desse processo, programas de serviço público como o Bom Dia Açores (que incluía reportagens de todas as ilhas) e o Jornal da Tarde deixaram subitamente de existir.

O Governo Regional avançou já com uma providência cautelar contra a implementação deste modelo e o que ele significa de desmantelamento e incumprimento das responsabilidades do Estado no âmbito do serviço público de rádio e de televisão na Região Autónoma dos Açores. Os partidos aqui presentes apoiam, inequivocamente, esta iniciativa do Governo dos Açores.

Organizámos esta conferência de imprensa conjunta em Lisboa - para a qual foram convidadas todas as forças representadas no Parlamento dos Açores, tendo o PSD e o CDS declinado o convite – para denunciar todo este processo de desmantelamento da RTP-Açores e defender a reposição da legalidade no âmbito das responsabilidades do Estado no que diz respeito ao serviço público de rádio e televisão nos Açores.

Não nos restam agora dúvidas que a atual crise económica está a ser usada pelo poder político central para rever, fora do contexto constitucional, a natureza e âmbito das autonomias regionais. O poder central trata, assim, de diminuir, de forma prática, as competências regionais, a eficácia da intervenção do poder regional e os mecanismos de reforço da identidade específica dos povos insulares integrados no Estado português.

A problemática em torno da RTP-Açores deve ser lida e interpretada à luz do contexto descrito no parágrafo anterior. A RTP-Açores, tal como todas as outras televisões autonómicas europeias, representa um poderoso e insubstituível mecanismo de afirmação da identidade comunitária e de coesão territorial. No caso específico dos Açores, este papel é ainda mais transcendente tendo em conta a grande descontinuidade do território e a modernidade da unidade política dos Açores.

Nestas circunstâncias, a RTP-Açores constitui um pilar fundamental para a afirmação da autonomia política dos Açores no âmbito do quadro legal que se encontra consagrado na Constituição da República Portuguesa. A RTP-Açores possui uma missão institucional de grande e insubstituível importância para a autonomia. Neste contexto, importa referir que não existe qualquer outro órgão de comunicação social, privado ou público, que possua verdadeira dimensão e difusão à escala regional.

Essa missão institucional passa pela defesa e valorização da identidade regional; pela proteção do pluralismo; pela difusão de informação de interesse e âmbito regional; pela promoção da inovação na área do audiovisual açoriano; pelo fomento da cultura e do património açorianos; pela parceria na divulgação da informação de âmbito institucional regional; pela integração e articulação, na área económica, do mercado interno regional e pelo serviço de difusão dos acontecimentos económicos, culturais, sociais e políticos locais.

Sem a RTP-Açores nenhum destes objetivos pode ser alcançado, na medida em que – importa também lembrar neste contexto - os canais televisivos de âmbito nacional não realizam uma cobertura específica aos acontecimentos e dinâmicas açorianas. Na comunicação social nacional o acompanhamento e a informação referente à vida comunitária açoriana - nomeadamente todos os processos políticos, económicos, culturais e sociais que resultam da identidade político-administrativa específica da Região Autónoma - é descontínua, centralizada e residual.

Neste âmbito não é racional decretar “o fim da História” para a RTP-Açores, algo que ficou assim escrito no relatório do grupo de trabalho nacional constituído para a definição do conceito de serviço público na comunicação social. Conclusão a que já tinha chegado, uns meses antes e sem necessidade de qualquer estudo prévio, o atual Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

A decisão de acabar com a RTP-Açores, transformá-la numa simples janela e proporcionar-lhe uma existência precária no âmbito de um período de concentração, no final do dia, dos programas em direto, constitui, pura e simplesmente, uma decisão política que visa enfraquecer o processo autonómico e a coesão territorial dos Açores. O culpado é só um e chama-se Governo da República.

A questão económica é um falso argumento. Neste caso é apenas o nome do biombo que o Governo da República utiliza para esconder as suas motivações revisionistas em relação ao processo autonómico açoriano. Nesta matéria é bom lembrar que a RTP-Açores, apesar de estar inserida num território extremamente disperso e ultraperiférico, é o canal autonómico mais barato da Europa Ocidental.

A solução “económica” para a RTP-Açores não é, certamente, destruir a sua integridade como canal televisivo e de rádio ou proceder ao despedimento de dezenas de trabalhadores com experiência e formação específica. Esta é a receita mais fácil de construir e de aplicar: implementar lógicas de gestão empenhadas em destruir valências, diminuir a amplitude diária dos “diretos televisivos” à custa da criação de guetos de funcionamento noturno e da centralização dos mecanismos de gestão e produção.

Mais difícil, mas infinitamente mais útil e justo para a comunidade açoriana, é desenvolver uma gestão empenhada em melhorar a quantidade e qualidade do serviço público regional de televisão e de rádio. Aumentar as receitas que podem ser obtidas através de uma gestão mais qualificada e ambiciosa, nomeadamente na área da publicidade (que representa, em média, 20 % das receitas dos canais autonómicos peninsulares), da produção e venda de conteúdos e da internacionalização do canal. Neste contexto, o Estado que se queixa da despesa realizada no âmbito da RTP-Açores é o mesmo que impede, de forma sistemática, a internacionalização do canal, nomeadamente junto da enorme diáspora açoriana da América do Norte.

As consequências práticas das opções e declarações públicas realizadas até agora pelo Governo da República indiciam, de forma clara, que este persegue os seguintes objetivos: reduzir despesas, bloquear o acesso a receitas próprias e redimensionar o serviço público de rádio e televisão regional a uma escala meramente residual. Ou seja, destruir a RTP-Açores enquanto instrumento ao serviço da autonomia política do povo açoriano e veículo fundamental da coesão social e da integração territorial da Região Autónoma dos Açores.

Este processo injustificável de liquidação da RTP-Açores, que se pode e deve inscrever no âmbito do processo de controlo e de intimidação da comunicação social que o Ministro Miguel Relvas vem desenvolvendo com afinco, não é para nós aceitável. Exigimos que o Ministro e o Governo da República recuem neste propósito. Exigimos o respeito pela Lei. Exigimos que a Autonomia açoriana seja integralmente respeitada.

A nossa presença aqui exemplifica bem a nossa determinação nesta matéria. Não deixaremos de exigir responsabilidades políticas graves a quem assim age contra o Povo Açoriano.