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30.12.13

Bombeiros de Tomar em plena atuação no centro da cidade numa madrugada de Inverno

Atuação dos Bombeiros Municipais de Tomar, são orgulho para todo o Concelho

24.12.13

O NATAL DO POVO QUE É QUEM MAIS ORDENA

Os últimos meses têm sido de um trabalho impressionante, que só o triste estado a que a autarquia de Tomar, havia chegado, justifica.

O empenho e o profissionalismo com que a vereação tem tomado a seu cargo, os diferentes dossiers, não sendo isento de críticas, possiciona esta governação PS-CDU, aqui (Câmara e Assembleia) e ali (Junta urbana) com uma colaboração sempre arguta dos independentes e o sério e honesto contributo do BE, num estado de verdadeira comissão de arrumo e limpeza municipal. Desde logo arrumo e limpeza dos malfadados dossiers financeiros, onde cada semana se descobre mais uma "pilha" de problemas, sejam elas sob a forma de faturas não lançadas na contabilidade, de dívidas que os fornecedores não haviam ainda enviado, sejam na reorganização administrativa dos diferentes serviços, onde a palavra de ordem é manter o que está a funcionar bem, e, pouco a pouco, ir introduzindo pequenas melhorias, que promovam uma administração mais eficaz e eficiente.

O esforço, assumirdo , desde a primeira hora pela Presidente, de pagar aos fornecedores, me detrimento de assumir novas despesas, levou a que, por exemplo, todas as Associações de Pais tenham hoje as contas saldadas até ao final do ano letivo passado, quando quando esta câmara iniciou funções, tinha dívidas desde Janeiro: e estamos a falar de pagar as REFEIÇÕES dos NOSSOS FILHOS e NETOS! Ou que tenha sido possivel, passar de uma dívida a fornecedores (em conta corrente) de 2.974.157,14€ (a 18/10/2013), para 2.748.519,24€ (a 18/12/2013), numa redução de 225.637,90€ (MENOS 7,6%).

O total respeito pelos quase 600 trabalhadores que o Município, os SMAS e as Escolas têm, levou a que a primeira reunião da Presidente tenha sido, precisamente, com as estruturas sindicais e que a primeira decisão tenha sido a imediata suspensão da aplicação da Lei das 40 horas de trabalho. Na mesma linha, de procura da conciliação entre o trabalho e a família, promoveu a Presidente a dispensa total dos trabalhadores nestes dois dias antes do Natal e na véspera do Ano Novo, sendo certo que eram dias de fraca produtividade e um engano para quem procurava os serviços da autarquia, uma vez que com metade dos trbalhadores ausentes a maioria dos assuntos ficavam adiados de resolução.

Do respeito pelos seus trabalhadores, esta maioria que gere Tomar, em Liberdade e sob os auspícios da "Grandola, Vila Morena", sublimememnte cantada pelo Côro "Canto Firme", na tomada de posse de 17 de Outubro, tem estado a concentrar os serviços na Praça da República, promovendo a poupança de milhares de euros mensais de rendas e dentro de duas semanas, conta ter aberto e em funcionamento o BALCÃO ÚNICO, no rés do chão do edíficio D.Manuel, na Praça, onde todos os aasuntos poderão ser tratados, sejam eles o pagamento de um serviço de ambulância, o pedido de informação prévia de um licenciamento urbanístico, o requerimento para uma esplanada, um elevador, a abertura de um estabelecimento ou a conta da água: TODOS OS DIAS, das 9H00 às 16H00.

Qualidade de serviço e respeito pelos cidadãos, numa aposta de uma administração aberta e de rosto humano, só possivel por se ter terminado com 16 anos de tempo perdido para os Tomarenses e para Tomar. Pena que o partido de oposição municipal, que durante 4 mandatos sempre fez o que quis e lhe apeteceu, se perca com floreados sobre a natural susbstituição de dirigentes ou sobre a tolerância de ponto, mais do que justa, dada aos trabalhadores da autarquia. Mas no fundo percebe-se: sempre o PSD se preocupou com POUCOS, com os que tinham poder, económico ou social, em detrimento dos MUITOS que todos os dias, por vezes pagando a sua própria roupa de trabalho, dão o melhor em prol de Tomar e dos Tomarenses.

Talvez por isso negou o PSD, em 2010, o reposicionamento remuneratório para quase 400 trabalhadores da autarquia (com um impacto financeiro inferior a 300.000€), mas manteve as despesas de representação para os dirigentes. Por isso hoje, contesta o apoio que a Presidente dá às famílias no Natal a TODOS os trabalhadores, mas continua a preocupar-se com a substituição de 4 dirigentes. E deve ser por isso o PSD não se preocupa que durante anos vários advogados de Lisboa tenham "esmifrado" os cofres da autarquia, no "apoio" a processos, como o "roubo" da ParqueT, que nos custa 100.000€ por mês, cujas notas de honorários, no valor de 67.513,15€ tenham chegado há alguns dias para a nova câmara pagar... Ou que durante 16 anos se tenha adquirido uma única ambulância - em 2002 pela mão do vereador socialista da proteção civil, José Mendes - ou que nem uma máquina tenha sido comprada para o Departamento de Obras Municipais, perdendo o nosso Município, parte substancial da sua enorme capacidade operacional que tinha nos anos 90, quando a câmara foi gerida pelos socialistas.

Realmente, como diz o camarada Bruno Graça, no Município que encontrámos reinava a bandalheira e o abandono. Não daqueles que aqui trabalham, mas por parte do PSD, o qual fez em Tomar, durante 16 anos, o que desde há dois e meio faz no País: empobrecer e delapidar oportunidades e recursos. Não admira por isso que os seus atuais vereadores, reunião a reunião, se entretenham ou a dizer que nada têm com aquele(s) com cuja candidatura partilharam ou que, pasme-se, "o PSD pagou a 29 de Setembro pelo que fez".

Pois Sr.Tenreiro, não pagou, não, que muito do que já se sabe e do que se vai saber ainda, terá de ter outros caminhos. Como jurista que é e como dirigente, há quase 10 anos no PSD, sabe muito bem que há uma diferença substancial entre negligência e o dolo. E o que fizeram no Município de Tomar é grave demais para poder passar impune, entre a (i)rresponsabilidade das suas(vossas) afirmações!

E como ainda não se esgotaram os 100 dias típicos que se dá, para "tomar conta da ocorrência", ficamos agora por aqui, que o povo elegeu os autarcas essencialmente para trabalhar e não para ligar a quem, ainda, não se apercebeu que o tempo não volta para trás. É que da canção que se ouviu a 17 de Outubro, no Cine-Teatro, ressaltava o mote "terra da fraternidade" e pela primeira vez, desde há muito tempo, os azulejos colocados em 1976 ao cimo das escadarias do Município fazem, de facto, sentido: O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

Um feliz Natal para todos os que, como nós, dão mais pelos outros do que recebem em troca.

11.12.13

Cidadania e Liberdade, numa terra e num tempo difícil

Claro que a minha nomeação para chefe de gabinete seria sempre polémica. A nível nacional porque, embora a vida pública, empresarial e política, esteja cheia de concomitâncias de eleições e nomeações cruzadas de amigos, compadres e familiares, a moral e os bons costumes nacionais, preferem sempre as aparências à transparência.

E 39 anos depois do 25 de Abril, a auspiciosa e verdadeiramente "alta moral de estado", aceita mais facilmente que alguém nomeie a amante, do que a mulher, o filho do empresário que lhe financiou a campanha ou a filha do político a quem vai cobrar o favor no licenciamento mais adiante, do que a limpidez e tranparência de aceitar as coisas como são: de que todos somos cidadãos e que todos temos iguais direitos, independentemente da família a que pertencemos ou com quem vivemos.

Eleger e ser eleito, nomear e ser nomeado, são atos da vida e da democracia e, se com o advento do 25 de Abril e da mais ampla salvaguarda constitucional de direitos e da igualdade entre género, alguma sociedade pseudo-moralista, pelos cânones de antanho, ainda não aceita que cada pessoa é uma pessoa e que cada um, independente de com quem vive ou da família de quem seja, pode e deve exercer a cidadania de pleno direito, então que se cuide, porque Igualdade é isso mesmo.

Claro que a nível nacional, a coisa é curiosa e parecendo situação de favor, tipo "mulher presidente, nomeia marido chefe de gabinete", não cuida de ir mais além do que isso, apesar das notícias até procurarem ser fatuais: "ex-vereador da câmara, nomeado chefe de gabinete". Qual é o problema? Não sabe ao que vai? Não está politicamente avalizado para a função? Não é de confiança política de quem nomeia? Ah... até é isso tudo, mas não podia, porque é marido da presidente. Boa! Bem vindos ao sec.XIX e ao tempo dos chefes de família com direitos de cidadania (naquele tempo apenas os homens)...

Claro que a nível local, a coisa toma os habituais contornos do pleno exagero, naturalmente hiperbolado pelos que, tendo perdido a eleição, ou não tendo visto a derrota continuada do PS, ou melhor, não terem conseguido ter razão por, ao fim de 10 anos, a estratégia desenhada por poucos e executada por muitos ter finalmente resultado, tomam a nuvem por juno e vai daí carregam nos carateres do facebook, ou na tinta dos jornais.

Aqui já não é a coisa nacional, da presidente nomear o marido para chefe de gabinete. Não, que isso é pouco. É por ter sido o Luis Ferreira a ser o nomeado, quando todos o davam por mais morto e enterrado do que o cadáver da Lucy, não "in the sky with diamonds", mas numa qualquer necropole paleolítica. Porque é mesmo de paleolítico civilizacional que falamos.

Era o que mais faltava que não fosse possivel participar na vida política da minha cidade, apenas, porque alguns, que se julgam os donos da terra, não lhes convenha, ou não gostem do estilo e da frontalidade, ou que aqueles que democraticamente derrotados em pleitos políticos, confundam as políticas com as pessoas e vai daí, tenham mau perder. É sempre fácil encontrar um bode espiatório para as nossas debilidades e frustrações. E é sempre fácil apontar o dedo a quem não se verga perante o medo ou que não se cala perante as injustiças.

Até parece que foi por favor que me mantive na câmara de Tomar, desta feita como chefe de gabinete, depois de durante um mandato ter sido vereador e no anterior a esse "apenas" deputado municipal.
Até parece que, pelo facto de ter opiniões e expressões polémicas sobre este ou aquele assunto, sobre esta ou aquela individualidade, me retire o direito de cidadania, de eleger e ser eleito, de escolher e ser escolhido. É crime ter opinião? É crime dizê-la e assumir a divergência com a mentalidade dominante? É crime usar de forma diferente os modernos meios de comunicação existentes, potenciando os eventos de Tomar, como fiz em 2010, ou na divulgação de avisos de proteção civil, como fiz em 2010 e 2011, que levaram a "gastos exorbitantes de telemóvel", segundo alguma imprensa mais sensasionalista? Comunicações não são telefones. Aprendam de vez!

E só para relembrar 2010 e a gestão que promovi:
+ 65% de receita no Parque de campismo
+ 90% de receita nos Bombeiros (de 115.000€ para 226.000€/ano)
+ 20% de assistentes ao cinema
+ 5% de dormidas na hotelaria
+ 30% de visitas aos monumentos da cidade
E nesse ano, os monumentos estiveram abertos TODOS, das 10H00 às 19H00, TODOS OS DIAS!

Claro que para alguns pseudo-moralistas locais é errado ser eficaz, ser eficiente e fazê-lo com desassombro de ideias, com transparencia nos gastos - Sim! Porque no meu blogue podem ser lidos mensalmente os gastos que estiveram sob a minha responsabilidade, durante os 25 meses em que estive como vereador a tempo inteiro. Para todos eles apenas uma palavra: Têm é inveja!

E misturar a minha ligação ao Grande Oriente Lusitano, como se fosse crime pertencer à maçonaria. Sim foi crime: entre 1935 e 1974, ou seja durante o fascismo! É criticável alguém procurar o aperfeiçoamento ético? A promoção da liberdade individual? A procura da construção de um mundo mais livre, mais fraterno, mais igualitário? É crime pensar?

Para alguns, em Tomar é-o.
Pois para mim, que desde os 11 anos de idade, quando organizei a minha primeira greve, ou dos 16 quando escrevi o meu primeiro artigo polémico nos jornais, até hoje, passados mais de 30 anos, exercer e viver a liberdade, de costumes, de opinião e de vida, é uma obrigação na terra onde 39 anos depois do 25 de Abril foi possivel ouvir a GRANDOLA cantada no Cine-teatro, na tomada de posse de todos os autarcas para mais um mandato.

Pois que finalmente a LIBERDADE se espraie pelo VALE DO NABÃO e varra, qual onda de luz e esperança, os espíritos dos seus habitantes.

Quanto a mim, meus caros, continuarei a ser o que sempre fui: livre, igualitário e fraterno.

E podem escrever as mentiras todas que quiserem nos jornais e nos blogues, como a de ter "tacho" na política há imensos anos, por exemplo. Conto 46 anos. Sou militante e ativista político no PS há 30 - desde 1983 e a primiera vez que tive uma função remunerada, a tempo inteiro e em permanência na política foi em 2005, mais de 20 anos depois...
E podem-me tentar ofender, com este ou mais aquele adjetivo, mas não se esqueçam que os adjetivos têm uma tendência incrível para fazer ricochete e qual boomerang voltar à origem. E não ofende quem quer, mas apenas quem pode...
E podem continuar a acreditar que é desta que me vão destruir. Desenganem-se: amanhã não será, certamente, a véspera desse dia.

E atacar-me, só reforça a minha determinação a prosseguir e dar luta: por Tomar, pela Liberdade e pelo Socialismo!
E ao me procurarem atacar estão, decididamente, a errar o alvo!


E sobre o PS, mais há ainda a dizer:
Demorámos 10 anos a conquistar a câmara e demoraremos mais de outros tantos a deixar o concelho irreconhecível. Ontem ganhámospor apenas 281 votos. Amanhã muitos mais saberão reconhecer o acerto da escolha.



22.11.13

Carta aberta a um mentecapto

Com a devida vénia:


Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)
Publicado em 18/11/2013 por CiberPress
Meu Caro João,
Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
– Não sabes o que é ser pobre;
– Não sabes o que é ter fome;
– Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei quealgumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” – , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
- Vai à MERDA, João!
Um Abraço,
Carlos Paz

16.11.13

Gestão de assiduidade na Câmara de Tomar, sem funcionar há quase 5 anos, tem mais de 10.000€ de pagamentos ilegais

Sabia que o seu Município tem, desde 1/2/2009 em vigor um contrato com uma empresa de registo de assiduidade, no valor anual de mais de 2.500€, para um sistema que desde que foi contratado NUNCA entrou em funcionamento?
 
E sabia que esse contrato foi renovado sucessivamente, sem autorização legal para o efeito, uma vez que estava obrigado a ser aprovado pela câmara municipal e que foram os presidentes de câmara de então, eleitos pelo PSD, que o autorizaram sem o poderem?
 
Quem devolve os mais de 10.000€ ilegalmente pagos

> Consulte o dispositivo e as suas funcionalidades aqui
> Leia o contrato
> Leia a lei

10.11.13

Imagine no religion

Local original do post de Lucas Rebello (https://www.facebook.com/lucas248):
 
 
[Opinião]
 
John Lennon citou em uma das mais famosas (e bonitas) músicas de todos os tempos, Imagine, que se o mundo não tivesse religiões, viveríamos num lugar melhor. Muitos debates cercam o tema, você pode imaginar um mundo sem religião?

Imagine um mundo sem religião

Sem dúvida é preciso abstrair e ser muito criativo para imaginar como seria o mundo hoje se a civilização humana não se baseasse em uma única religião sequer. Eliminar a religião hoje é algo praticamente impossível, e não é melhor forma de se lidar com a questão.
 
A religião é um dos principais fatores para que o mundo seja tão violento como é hoje em alguns lugares. Caso ela não existisse, não teríamos ataques suicidas, eventos como o 11 de Setembro, Talibã e as infinitas guerras entre judeus e palestinos e outros povos do Oriente Médio.
 
 Muitas atrocidades ocorreram em nome de Deus, como as Cruzadas, onde milhares pessoas morreram, foram saqueadas sobre o pretexto da Igreja de reconquistar Jerusalém, deixando rastros de sangue por quase dois séculos. Em nome da religião se mata e também se salva. Pensar por esse lado nos fazer crer que se o homem nunca tivesse tido uma religião, o mundo seria melhor hoje.
 
Entretanto, a religião é aberta e sujeita a interpretações circunstanciais e influências sobre cada um de nós e tem sido usada para promover e apoiar movimentos de tanto guerra como paz, o que nos leva a concluir que a religião é nada mais que um instrumento usado conforme a habilidade de quem o domina, ou seja, não pode ser classificada como a causa do mal ou o contrário. A religião não é o único fator que gera conflitos; há inúmeros outros, entre os principais o dinheiro, mas todos eles se resumem à estupidez humana como um todo.
 
Ciência e principalmente a medicina estariam num pilar de desenvolvimento superior ao que é hoje. A religião cria barreiras para o avanço das áreas citadas, como o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco, o uso de preservativos, aborto ou clonagem.
 
Em suma, a religião provavelmente nunca irá acabar, mas é possível imaginar o mundo sem ela. Menos guerras e mais avanços científicos e menos manipulação também.

7.11.13

Perceber as opções em democracia

Nem sempre é fácil os atores políticos se aperceberem em tempo útil das mudanças das sociedades.
Hoje, mais do que nunca, o alheamento entre o discurso político e a realidade toma formas de despudor e de total ausência de critério que, para a maioria esmagadora dos cidadãos, ser ou exercer funções políticas equivale, quase, a ser um habitante de Marte em visita à Terra.

A linguagem é hermética. As "graças" proferidas, verdadeiras pérolas da excentricidade dialética e linguística e, mesmo aqueles que tentam falar claro, com verdade e realismo, são vistos "inter pares", como perigosos "estrangeirados". E a generalidade da população lá vai seguindo a sua vida, ou melhor, aquilo a vida que este Governo de lunáticos tem permitido, completamente indiferente ao discurso político e às tricas permanentes entre o seus atores.

Facilmente a grande maioria da população se permite a afirmar que "eles são todos iguais", não sendo instigada a cuidar de ver melhor. Sim eles parecem todos iguais, especialmente aqueles que se preocupam com demasia do que os chamados "líderes de opinião" deles pensa, afirma ou escreve. Quem pela imprensa vive, pela imprensa morre. Vidé José Sócrates e Francisco Louçã, fenómenos de intervenção pública mediática, pelos media apadrinhada e que subindo ao limite que cada um podia obter, rapidamente se esfumaram pela espuma dos dias, isto apesar da indiscutivel qualidade dialética e política de cada um deles.

Em Tomar vivemos hoje o tempo dos comunicados, num retorno a um passado de há 30 anos, numa sociedade empobrecida e esclerosada por laivos de uma moral censória, depois de uma atendente campanha que priveligiou, por parte dos vencedores, a ida direta ao eleitor anónimo, que lê o que quer e escolhe quem quer, sem intermediários e por parte dos vencidos o convencimento da fraqueza do contendor, o que se demonstrou fatal.

Governar é decidir e, em todas as autarquias de Tomar, isso acontece todos os dias, em prol do melhor que cada pode e sabe para os fregueses ou para os munícipes. Em todas? Não! Que na junta urbana os restos do PPD local mantêm-se a secreta esperança de vingar a sua recente morte. Debalde.
Enquanto se trabalha arduamente por recuperar a credibilidade depois de mais de uma década de convencimento de que o caminho apontado era o correto, alguns preferem o comunicado como arma de inverdade para afastar ainda mais o povo das eleições. Sabemos bem que para uns poucos isso seria muito útil: manterem-se, eternamente, em situações de conforto. Pois é humano e compreensível. Mas para a esmagadora de uma silenciosa maioria de tomarenses, os desentendimentos e os desarranjos entre políticos, mais não são do que jogos florais, que afastam os eleitores das urnas.

Sim, porque é por fim nas urnas que tudo termina. Literal e simbolicamente falando. Ou começa...

1.11.13

Pouco a pouco o caminho da afirmação da Herança Templária faz-se!

TOMAR - Cidade continua a afirmar-se como sede mundial dos Cavaleiros Templários


No início deste ano, a Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani (OSTMH) anunciou que estava em negociações para instalar em Tomar a sua sede mundial. Durante a semana que passou, outra Organização de Templários, a Grande Comenda dos Cavaleiros Templários (GCKT) permaneceu e visitou a região templária de Tomar.

Os Cavaleiros e Damas do Reino Unido e dos EUA disseram que estavam "encantados e impressionados" com a região. O Grão-Mestre da Ordem, Sir Mark Borrington, referiu que "foi um grande prazer visitar Tomar e reunir colegas cavaleiros da Comenda de Portugal da OSMTH. Foi uma honra e um privilégio tê-los na nossa Investidura e no jantar no Convento de Cristo. 

Fomos recebidos com muito calor e hospitalidade pelo povo de Tomar. Tenho certeza que este encontro marcará uma relação longa e bem sucedida de todos os templários de todas as localidades. Estou ansioso para participar na próxima Festa Templária em 2014." Para Peter Moore da Templar Knights Tours of Tomar, que organizou a visita, em parceria com a empresa Caminhos da História, "como membro da OSMTH fiquei muito contente por mostrar aos nossos hóspedes do Reino Unido e dos EUA a nossa região maravilhosa e os seus locais históricos magníficos. 

Sei que adoraram o que viram e muito deles vão voltar no próximo ano para a Festa Templária." Os membros da Comenda de Portugal da OSMTH, João Fiandeiro, Jorge Rodrigues e Nascimento Costa participaram na cerimónia de investidura e no jantar no Convento de Cristo, com os membros da Ordem do Reino Unido e EUA. 

João Fiandeiro reforçou que "o reconhecimento da marca dos Cavaleiros Templários e da sua associação a Tomar está a crescer. Atrai um nicho de mercado, que na verdade é um grande mercado, muito importante para a economia de Tomar e da região."

2013-11-01 17:45:19
In Radio Hertz Tomar - Director: João Fernando Franco de Jesus ( joaofranco@radiohertz.pt )

O perigo de uma pecuária à sua porta

Download do mapa
Está em curso o inquérito público, para uma alteração ao PDM, o qual poderá permitir a instalação de uma qualquer pecuária a zero metros do limite urbano de qualquer aldeia, ou mesmo da cidade de Tomar.

Atualmente as regras do PDM obrigam ao afastamento mínimo de 500 metros dos limites urbanos.
Mesmo assim 160 das 205 pecuárias que existem, fruto do levantamento realizado pelos serviços do Município, estão a menos de 500 metros dos núcleos urbanos.

É do interesse vital de todos participarem neste inquérito público, que está por 30 dias, até 28 de Novembro de 2013 disponível.

Consulte aviso do inquérito público: http://dre.pt/pdf2sdip/2013/10/209000000/3213332133.pdf

Mais informação e mapas, aqui

27.10.13

Tempo da chantagem dos Ministérios em Tomar está a chegar ao fim

Primeiro foi o ex-Instituto de Reinserção Social, do Ministério da Justiça, que se veio "pendurar" na excessiva simpatia do Município de Tomar e está em instalações municipais , na Rua Gil Avô, onde em tempos foi a "casa dos passarinhos". E isto de forma gratuita, quando a menos de 50 metros se encontram serviços do município a pagar quase 5.000€ de renda por mês!

Depois foi a "Inspeção de Trabalho", atual ACT, que para poupar 3.000€ de rendas mensais nas duas instalações da corredora, desenvolveram mais uma chantagem do género "ou vocês pagam ou vamos embora", numa reunião com a anterior vereação tida em Lisboa, onde eu me recusei a estar, por motivos óbvios.

Um governo que rouba aos aposentados e pensionistas, que confisca a sobrevivência aos viúvos e das viúvas, que fecha tribunais e finanças, corta no abono de família às crianças, e fecha administrativamente freguesias, sem poupar um cêntimo com tal, merece que as câmaras municipais lhe façam o quê? Que colaborem no assalto institucional?

Então no caso da ACT, se o senhor Inspetor Geral está tão preocupado em poupar dinheiro do seu orçamento, em lugar de se vir pendurar em "borlas" das autarquias, pode começar por prescindir do seu acréscimo remuneratório, que ele e os seus sub-inspectores gerais recebem, além de uma remuneração principesca de Inspeção de Alto Nível, acréscimos esses que quase ascendem a 5.000€ por mês. Ora tenham um pouco de vergonha!

Felizmente que a Presidente da Câmara de Tomar está a começar a por os pontos nos iiss...

A notícia é da Rádio Hertz e o aplauso é geral: é assim mesmo, Anabela!


TOMAR – Anabela Freitas não está disposta a ceder instalações gratuitas à ACT

Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, pretende que a Autoridade para as Condições do Trabalho pague uma renda mensal face à futura utilização das instalações que estão situadas na Alameda Um de Março, onde esteve a Polícia Judiciária. O espaço em causa está a ser alvo de remodelações com o propósito de instalar os serviços que, nesta altura, estão ainda na rua Serpa Pinto (Corredoura), sendo que o executivo liderado por Carlos Carrão tinha chegado a acordo com a ACT para uma utilização gratuita.
Anabela Freitas, entrevistada pela Hertz, considera que o Governo está a fazer «chantagem» com o Município, obrigando-o a assumir os custos na totalidade sem qualquer retorno directo, isto senão quiser que os serviços da Autoridade saiam da cidade. Nesse sentido, confessou-nos a autarca, as obras vão continuar mas está em marcha um pedido de reunião com o Inspector-geral da ACT para que a posição da presidente seja vincada: «Vamos continuar a fazer as obras mas vou pedir uma reunião com o senhor Inspector-geral no sentido. A indicação que tenho dos serviços centra-se no facto de não ter sido assinado qualquer contrato com a ACT. Sim senhora, o Município pode facultar instalações mas deve receber uma renda. Considero que é uma chantagem por parte da administração central estar a ameaçar que os serviços se vão embora. Quer dizer, o Município, que tem cada vez menos transferências de verbas da administração central, tem agora que assumir custos de obras para que a ACT fique por cá instalada, sem um retorno directo é algo que não merece a minha concordância. Por isso, vamos tentar renegociar esta questão. Se o senhor Inspector-geral der um parecer que, afinal, podem pagar uma renda de mil a mil e quinhentos euros, será algo de positivo, será um ganho. Caso contrário, teremos que ir junto das Finanças. Esta é uma questão que terá que ser discutida entre todos mas a minha intenção é não ceder».

21.10.13

Quando é a própria Igreja Católica a começar a intervir, percebe-se que Há mesmo que encontrar um caminho mais justo e solidário

Vaticano acolhe plano do setor cooperativista para uma sociedade mais equilibrada

Private audience in Vatican City

Esquerda - direita: Dame Pauline Green e Sr. Manuel Mariño (ICA), Sua Santidade o Papa Francisco

Uma delegação do setor cooperativista foi recebida pelo Papa Francisco em uma audiência privada. Constatou-se que o Papa Francisco e este setor compartilham uma mesma preocupação com as crescentes injustiças, desigualdades e exclusão social, apesar dos alarmantes sinais dados pela prolongada crise global. O Santo Padre relembrou histórias positivas das cooperativas da época de sua infância, elogiou a visão sustentável destas iniciativas de uma economia mais justa, equilibrada e estável e deixou claro o propósito do Vaticano de dar continuidade às ações iniciadas no encontro, ao fazer apresentações entre os representantes do setor cooperativista e o Pontifício Conselho Justiça e Paz Social.


Roma, 21 de outubro de 2013 – O Papa Francisco recebeu ontem uma delegação de representantes do setor cooperativista. Foram convidados pelo Vaticano Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI ou ICA por sua sigla em inglês), o Sr. Charles Gould, Diretor Geral, Raul Imperial, Presidente da ACI Américas e Manuel Mariño, Diretor Regional da ACI Américas. Representando a Confederação Cooperativa da República Argentina (Cooperar), estavam presentes o Sr. Ariel Guarco, Presidente e o Sr. Ricardo López, Secretário. Durante a reunião, com duração de mais de 30 minutos, o Papa recordou os tempos em que seu pai, em 1954, explicava a ele e a seus irmãos o valor das iniciativas cooperativistas.

Dura crítica do Papa Francisco

O Papa Francisco criticou com dureza as injustiças da sociedade de hoje e denunciou o fracasso de uma integração mais significativa dos jovens e idosos por parte do atual modelo econômico. Ele questionou como a sociedade pôde deixar-se estar a tal ponto, que em nações desenvolvidas como a Espanha e a Itália o índice de desemprego entre jovens é de 40%. Destacou sua confiança nas cooperativas que têm por objetivo construir um futuro onde as pessoas – e não objetivos de lucro - ocupem uma posição central. “Se pessoas a uma quadra de distância morrem de frio ou fome, este fato não sai nas notícias, mas se as ações caem 2 ou 3 pontos na bolsa de Londres ou Nova Iorque, isso sai ao ar imediatamente”, disse o Papa Francisco.

O setor cooperativista, ao compartilhar suas visões, oferece sua ajuda a todas as organizações

Dame Pauline Green: “O setor cooperativista está orgulhoso e honrado por compartilhar esta visão em comum com o Vaticano de uma sociedade mais inclusiva, equilibrada e mobilizante. Este é outro sinal de que o setor cooperativista sem dúvida está progredindo. No ano passado a ONU declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas. Em 2013, isso se confirmou através da bem-sucedida assinatura de nosso acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no dia 15 de outubro. Algo está mudando na sociedade e as cooperativas estão orgulhosas de serem uma plataforma propulsora, mas altamente sustentável, de uma economia mais satisfatória”.

Charles Gould: "O setor cooperativista considera o convite do Vaticano um marco histórico. As pessoas hoje em dia se sentem alheados dos modelos econômicos e sociais dominantes, enquanto estes mesmos modelos controlam suas vidas. Acho que isso fica bastante claro nos movimentos ‘Ocupe Wall Street‘, ‘Ocupe Londres’, ‘Ocupe Todos os Lugares‘– em todos eles está presente esta ideia de que ‘isso não está funcionando para nós‘. E não se trata de algo isolado, mas sim de algo amplamente compartilhado. Este encontro extremamente positivo com o Vaticano confirma que as preocupações do setor cooperativista são compartilhadas por importantes atores sociais e que precisamos unir forças com outras organizações fora do movimento cooperativista, compartilhando nossa decisão de melhorar, diversificar e equilibrar a sociedade e a economia para poder melhorar”.

Novembro: Será divulgada uma estratégia para o Desenvolvimento da África

Dame Pauline Green e o Sr. Charles Gould pediram ao Papa Francisco que enviasse uma mensagem de apoio e encorajamento à Assembleia Mundial do movimento a ser realizada na Cidade do Cabo, África do Sul, de 1 a 5 de novembro deste ano. Durante a Assembleia Mundial será divulgada a Estratégia do Setor Cooperativista para o Desenvolvimento da África.

Os interessados em assistir devem contatar o endereço abaixo

O Programa da Conferência pode ser visto em www.capetown2013.coop


# Final #

Para obter mais informações, contate:

Jan Schiettecatte
Diretor de Comunicações
Aliança Cooperativa Internacional
schiettecatte@ica.coop
Tel: + 32 2 285 00 76

www.ica.coop



NOTAS AO EDITOR

1. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI ou ICA por sua sigla em inglês) é uma organização independente, não governamental, estabelecida em 1895 com o objetivo de unir, representar e atender cooperativas em todo o mundo. Ela oferece uma voz com alcance global e um fórum para o conhecimento, expertise e ação coordenada sobre e para cooperativas.

2. Os membros da ACI são organizações cooperativas internacionais e nacionais de todos os setores da economia, inclusive do setor agrícola, bancário, de consumo, pesca, saúde, moradia, seguro e trabalhadores. A ACI conta com membros de cem países, que representam um bilhão de indivíduos do mundo todo. No mundo, cem milhões de pessoas trabalham para uma cooperativa.

3. Cooperativas são associações de sucesso, baseadas em valores, e pertencentes a seus membros. Seus membros, sejam eles clientes, empregados ou moradores, estão em condições de igualdade no negócio e compartilham uma participação nos lucros.

4. Para obter mais informações sobre o Ano Internacional das Cooperativas visite www.ica.coop. Siga a ACI em twitter em @icacoop. Curta a página www.facebook.com/internationalcooperativealliance no Facebook.

8.10.13

Uma possível análise dos resultados das eleições em Tomar

Os resultados definitivos foram os seguintes:

Câmara Municipal

PS - 5.479 (27,6%), Presidente Anabela Freitas, vereadores Rui Serrano e Hugo Cristóvão
PSD - 5.198 (26,1%), vereadores Carlos Carrão e João Tenreiro
IpT - 3.094 (15,6%), vereador Pedro Marques
CDU - 1.827 (9,2%), vereador Bruno Graça
MPT - 1.369 (6,9%)
BE - 585 (2,9%)
CDS - 560 (2,8%)

Brancos - 940 (4,7%)
Nulos - 834 (4,2%)

Vitórias PS nas freguesias de Além da Ribeira, Asseiceira, Madalena, Beselga, S.João Baptista e Sabacheira.


Assembleia Municipal

PS - 5.416 (27,2%), 7 deputados municipais
PSD - 5.353 (26,9%) , 7 deputados municipais
IpT - 3.450 (17,3%), 4 deputados municipais
CDU - 1.949 (9,8%), 2 deputados municipais
BE- 929 (4,7%), 1 deputado municipal
CDS - 732 (3,9%)


Assembleias de Freguesia

Além da Ribeira/Pedreira (PSD) - 3PSD, 2PS, 2indp, 2CDU
Casais/Alviobeira (PSD) - 5PSD, 2IpT, 2PS
Asseiceira (PS) - 5PS, 3PSD, 1IpT
Carregueiros (PSD) - 5PSD, 2IpT, 1CDU, 1PS
Madalena/Beselga (PS) - 5PS, 2PSD, 1IpT, 1CDU
Olalhas (PSD) - 6PSD, 3PS
Paialvo (CDU) - 4CDU, 3IpT, 1PS, 1PSD
Tomar (PS) - 5PS, 5PSD, 2IpT, 1 CDU
S.Pedro (PSD) - 6PS, 3PSD
Sabacheira (PS) - 4PS, 3PSD
Serra/Junceira (IpT) - 6IpT, 3PS


Nestes resultados destaca-se o forte crescimento do PS nas freguesias de Asseiceira e na Cidade de Tomar, bem como o equilíbrio de votos entre a votação na Câmara e Assembleia Municipal.

Só o PS e a CDU subiram de forma significativa, em percentagem, e com menor expressão em número de votos, uma vez que votaram menos cerca de 2.800 cidadãos e houve a duplicação dos votos nulos e brancos, seguindo aliás a média nacional a esse nível.

Com uma Câmara governável apenas em acordo do PS com um ou mais forças políticas presentes, à exceção do PSD, como sempre Anabela Freitas afirmou e uma Assembleia Municipal, basicamente ingovernável, os fortes desafios que se colocam à Presidente Anabela Freitas serão, naturalmente, o conseguir alcançar os necessários equilíbrios para evitar que a catástrofe económica que se avizinha acontecer em Tomar, seja mitigada pela arte e saber dos seus autarcas.

Um PSD derrotado em toda a linha, que perde a cidade e uma das três terceiras freguesias que detinha, ficando o PS responsável pela gestão direta de dois terços dos tomarenses (Cidade, Madalena-Beselga, Asseiceira e Sabacheira), é um partido que esgotadas as soluções para o Concelho sai, perdendo a confiança de mais de 2.600 eleitores (cerca de 8% dos votantes). Nem com Vitor Gil (em 1993), a última vez que o PSD perdera umas eleições para a Câmara de Tomar, o resultado foi tão fraco, tendo tido na altura mais de 33%, ou mesmo quando o PS lhe ganhou em 1989, após uma década de domínio da AD e do PSD, quanto Bento Batista tinha tido cerca de 29%.

A estratégia desenhada pelo PS, desde há largos anos, valorizando e investindo na qualificação dos seus quadros políticos, no conhecimento dos dossiers e do aprofundamento do conhecimento dos problemas concretos das pessoas e da busca das melhores soluções, teve pleno sucesso e um mérito que deve ser repartido, não só por aqueles que foram agora eleitos, mas por todos os que, especialmente nos últimos 10 anos, muito trabalharam e deram partes significativas das suas vidas, para que esta tenebrosa noite no desenvolvimento de Tomar terminasse, pelo menos agora por quatro anos.

O futuro dirá se a escolha foi acertada e se, os agora executantes escolhidos pelo povo, têm as unhas devidas e necessárias para tocarem a guitarra do poder. O desafio é imenso e a recompensa e reconhecimento expectável muito pequeno. Mas Tomar merece-nos!

1.10.13

Até já camaradas!

http://www.facebook.com/luis.ferreira.37625

Meus caros amigos.
Uma vez que está terminada a importante missão que este perfil no face teve nos últimos anos, para a denúncia das situações graves que Tomar viveu, com um forte prejuízo na minha imagem pública, ele naturalmente findará com a tomada de posse da Presidente Anabela Freitas.
Sigo assim um conselho avisado, com anos já, do meu amigo e vereador eleito Hugo Cristóvão, cuja ponderação na exposição pública é reconhecida por todos. Esta é uma das provas de que se pode aprender com todos, mesmo e muitas vezes com os mais novos.
Manterei apenas ativo, com atualizações inopinadas, sempre que se justifique, o meu blogue pessoal http://vamosporaqui.blogspot.com/ de onde nada apagarei, porque objetivamente nós somos, também, aquilo que fizemos.
Um bem haja a todos os meus mais de 2200 amigos e os outros milhares de conhecidos que me têm visitado ou lido.
Agora, vamos ao trabalho, Tomar!

27.9.13

É para ganhar: Tomar merece!

No final de campanha quero agradecer à minha presidente de Concelhia o enorme esforço que fez, a enorme entrega que teve, a grande mulher e mãe que é. Obrigado Anabela: Tomar merece-te!

24.9.13

A mentira aprovada na Câmara sobre a IBM

Uma vez que no próximo dia 30 de Setembro de 2013, se esgota o prazo que, erradamente, a Câmara Municipal se auto-impôs, para ter instalações prontas para o início do funcionamento da IBM em Tomar, relembro a declaração de voto por mim produzida, em razão da minha abstenção no protocolo entretanto firmado.
Aguardo assim publicamente um pedido de desculpas a quem, na altura e ainda hoje me criticou e critica, uma vez que não só as instalações não estão prontas, como todo o processo está mal conduzido e periga, por incapacidade da Câmara TODA, menos eu, em defender o interesse público. E, como sempre a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima!

Com o Prof.Doutor Eugénio Pina de Almeida, hoje, acompanhando
 o Secretário-geral do PS, na qualidade de seu dirigente nacional
e autarca eleito pelo PS, foto Vidal Bizarro
DECLARAÇÃO DE VOTO, APRESENTADA NA REUNIÃO DE 29 DE JULHO DE 2013 

Tendo como objectivo melhorar o protocolo a celebrar entre o Instituto Politécnico de Tomar, o Município de Tomar e a SoftINSA, do Grupo IBM, apresentei um conjunto de propostas, as quais não tendo merecido acolhimento por parte da vereação, inviabilizam que concorde com o clausulado proposto, sem no entanto deixar de considerar da importância de se prosseguir com esta parceria, estratégica e determinante para o Instituto Politécnico e a afirmação local e regional de Tomar na vertente tecnológica.

Entendo que o Presidente da Câmara, ao inviabilizar propostas de melhoria por parte da vereação, entregando a estes apenas 5 horas antes da reunião uma versão fechada do clausulado, mais não quis fazer do que tornar a vereação num Notário da sua vontade. Assim, a exclusividade das condições acordadas é de quem a propôs e aprovou, sem cuidar de garantir que quer as condições, seriam as melhores para o Município, quer os prazos seriam exequíveis. Apenas a título de exemplo, o prazo de 30 de Setembro, previsto na alínea b) da clausula 2ª, para a disponibilidade de instalações à SoftINSA, é inexequível, face ao conhecimento que temos das disponibilidades financeiras e humanas do Município, bem como das Leis em vigor neste momento em Portugal, nomeadamente as da contratação pública.

Considero também que o Município deveria ter salvaguardado melhor o interesse público, ao ser colocado no protocolo a obrigação da SoftINSA, em apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas, por exemplo, nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.

Um protocolo, com estas condições e redacção, válido por 10 anos, apenas denunciável até 120 dias antes do fim desse prazo, implica o Município, desta forma inadequada, até 2023, o que nos atuais termos propostos me parece errado. No entanto, pesado o superior interesse para o Concelho, não inviabilizo a sua aprovação.

Foram as seguintes as propostas apresentadas:
(NOVAS REDAÇÕES PROPOSTAS)

Cláusula 2.ª
Compromissos da CMT
Na prossecução do objeto definido na cláusula anterior incumbirá à CMT:
a)      Assegurar o Disponibilizar espaço edificado para a instalação do CENIT-IBM, até 1.800m2, em área com a maior proximidade possível contígua ao Campus do IPT, na Estrada da Serra, em Tomar;
b)      Proceder às a quaisquer obras de adaptação iniciais do espaço disponibilizado, sem custos para a softINSA, nos termos apresentados pela softINSA como exigíveis para o projeto, tendo como objetivo que o CENIT-IBM possa iniciar as suas atividades a partir de 30 de Setembro de 2013;
c)       Disponibilizar à softINSA o espaço referido na alínea a), pelo período de 10 (dez) anos, contra uma renda mensal a pagar pela softINSA de 2,5 €/m2 utilizados, num mínimo de 1.800 m2, com um período de carência de 2 (dois) anos, durante o qual não será paga qualquer renda;
d)      Até 1 ano após o arranque do projeto, desenvolver um estudo de reconversão urbanística ou um instrumento de gestão territorial, articulado com o Plano de Pormenor das Avessadas e com a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) em curso, com vista a viabilizar a utilização da zona envolvente às instalações do CENIT-IBM como possível área de expansão/intervenção do ao Instituto Politécnico de Tomar, como sua área de expansão, tendo como objectivo integrar o CENIT-IBM no seu Campus;
e)      Melhorar Garantir as condições de segurança na via pública adjacentes ao campus do IPT; às instalações do CENIT-IBM.
f)       Propor o O contrato de arrendamento a negociar entre as partes.

Cláusula 4.ª
Compromissos do SoftINSA/IBM
Na prossecução do objeto definido na cláusula primeira incumbirá à SoftINSA:
a)       Promover o arranque do CENIT e o seu funcionamento durante um período esperado de 10 (dez) anos, com um plano de criação de até 200 (duzentos) postos de trabalho;
b)      Privilegiar na seleção e recrutamento para os postos de trabalho referidos na alínea anterior, os diplomados do IPT nas áreas das engenharias e da gestão;
c)       Suportar os custos inerentes ao funcionamento do CENIT/IBM em Tomar;
d)      Apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.
e)      Devolver as instalações à CMT, após a vigência do presente protocolo, disponibilizadas nos termos da cláusula 2ª, nas condições iniciais e num prazo equivalente ao que mediar entre a assinatura deste protocolo e a objectivação da condição referida b) da cláusula 2ª, sendo que as mais-valias operadas serão fruto de acordo entre a SoftINSA e a CMT.

Cláusula 5.ª
Compromisso genérico
a)      Sem prejuízo da observância dos quadros legais nacionais vigentes, a Camara Municipal de Tomar (CMT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) tendo em conta as soluções da IBM e a disponibilidade de produtos e serviços que terá em Tomar, comprometem-se a desenvolver com a softINSA, uma parceria tecnológica que vise o desenvolvimento das tecnologias de informação em Tomar.
b)      Esta parceria visará transformar Tomar numa montra tecnológica assente na tecnologia e nos processos de IT da softINSA através da introdução gradual dessa mesma tecnologia e processos nas operações da CMT e do IPT, bem como na sua promoção junto das demais entidades regionais tanto públicas como privadas. Esta última atividade reveste-se de extrema importância de forma a consolidar a utilização dos recursos técnicos que integrarão este CENIT-IBM.

Cidade Templária de Tomar, aos 29 de Julho de 2013, o vereador socialista, Luis Ferreira

23.9.13

Estamos a poucos dias de uma mudança histórica em Tomar

Uff... Depois de semanas de mais de 14 horas de trabalho diário, afim de tudo estar em condições, posso finalmente olhar com um pouco mais de atenção para tudo o que vai por aí passando, em Tomar, no País e no mundo.

Desde logo as más notícias habituais, ora sejam do descalabro da nossa economia - com o País a pagar em 2012, mais de 7.000 milhões€ de juros de dívida externa, a esmagadora maioria deles à UE e ao FMI, no "alimento" à agiotagem internacional, aliada ao aumento das exportações em Julho, de 5% e das importações em 11%!!!!

Outra má notícia foi a vitória ontem alcançada por Angela Merkl na Alemanha, o que pressupõe a continuidade desta política europeia de imposição da financeirismo sobre as politicas de qualidade de vida e de desenvolvimento sustentável de todo o espaço europeu. Na senda, do que venho há anos escrevendo, de um caminho que nos conduzirá inexoravelmente a mais uma grande guerra na Europa. Espero, sinceramente, conseguir poupar os meus filhos a essa mais do que provável mortandade dentro de menos de uma década...

Quanto ao assunto do momento, as eleições, elas mantêm a toada que cada vez é mais do que habitual em Portugal: ninguém se rala muito, os outros que decidam. Ora esse é, desde logo, o mais grave: com um País gerido da forma que todos vemos, com uma câmara como a de Tomar, onde qualquer chefia manda mais do que um vereador, havendo três deles, que mandam mais do que o próprio Presidente, com a panóplia de disparates que estão aí à vista de todos, estranho é que as pessoas não se sintam revoltadas e não OS queiram correr "dali" para fora. Brandos costumes, quiçá!

Em todo o caso é por demais notório o forte desejo de mudança no Concelho. Tirando os mais do que habituais fundamentalistas de Passos, Relvas e Carrão, poucos são os que assumem ir votar naquela, inqualificável, Câmara, ou no dizer do futuro vereador socialista Hugo Cristóvão, votar "naquela cambada"... É natural, tamanhos têm sido os disparates da gestão e oportunidades perdidas, nos últimos 16 anos! E a esmagadora maioria dos Tomarenses sabem disso.

7.9.13

A geração que quer a mudança

Jovens candidatos pelo PS, fotos Vidal Bizarro
Muitos dos eleitores que neste dia 29 de Setembro vão escolher o novo presidente da Câmara, nunca conheceram outra gestão que não esta. Desde 1997 que são os mesmos que decidem em Tomar. 16 anos de oportunidades perdidas, de centenas de empregos destruídos, de falta de oportunidades para os jovens e para as suas famílias. Com Anabela Freitas haverão novas oportunidades e desafios.

 

 Newsletter de 3 de Setembro, aqui

6.9.13

É preciso ter lata...


A recente visita a Tomar por parte de técnicas do Quadro de Referência Estratégica Nacional foi alvo da mais fina ironia por parte de Luís Ferreira. O vereador do Partido Socialista referiu-se a Isabel Damasceno e Ana Abrunhosa como «dirigentes do PSD», parabenizando Carlos Carrão, presidente da Câmara Municipal, pela «visita guiada que proporcionou» às gestoras.

Refira-se que as técnicas estiveram no terreno para verificar alguns dos investimentos que o concelho tem feito no âmbito dos quadros comunitários, num total de 27 milhões de euros. Aproveitando este mote, Luís Ferreira lamentou, ainda com ironia, que Carlos Carrão não tivesse conduzido as gestoras até ao Flecheiro e acusou a Câmara de ter desperdiçado três milhões que podiam ter sido aplicados na resolução do problema: «Queria felicitá-lo por uma série de visitas guiadas que tem feito a dirigentes do PSD, que têm vindo a Tomar representar, teoricamente, a CCD Centro. Mas, objectivamente, é um périplo de campanha eleitoral, fazendo referência aos inúmeros investimentos que o Governo tem feito no concelho. Todos sabemos os grandes investimentos que PSD e CDS têm feito em Tomar. Foi pena que não tivesse aproveitado a visita desses dignatários para lhes mostrar o investimento feito no Flecheiro e relembrar-lhes os mais de três milhões de euros que foram perdidos pelo Município e a incapacidade para resolver um problema com mais de três décadas. Não podia deixar de lhe dar os parabéns... ». Carlos Carrão negou qualquer aproveitamento político e quis deixar claro que as técnicas estiveram em Tomar somente para «constatar se tudo está a correr bem»: «Estas situações são normais... No final do mandato, julgo que as pessoas que gerem têm a obrigação de fazer o ponto de situação sobre várias matérias, nomeadamente as obras dos fundos comunitários. A obra do complexo da Levada não está a correr bem e isso choca com prazos nacionais e europeus e temos que salvaguardar o financiamento daquilo que falta fazer. As pessoas que aqui estiveram são técnicas da gestão do Mais Centro».

22.8.13

UMA CÂMARA QUE NAVEGA À VISTA NUNCA LIDERA NADA

Por Luis Ferreira*

Nestes dias de estiagem, libertos da azáfama das viagens diárias entre casa e o emprego, do stress das correrias entre a largada dos filhos na escola ou as compras necessárias à sobrevivência do dia a dia, a maioria dos nossos conterrâneos, ou recebem os familiares de aquém e de além mar, hoje que há cada vez mais emigração para os Brasis e Africa, ou se espraiam nas ditas ou junto ao rio ou rios, que nós por cá, ricos que somos, temos três – Nabão, Zêzere e Tejo e duas albufeiras – Carril e Bode, que nos permitem refrescar os pés e por em dia as ideias.

E por falar em por em dia as ideias, agora que está mais do que terminada a entrega das listas de todos os candidatos às eleições de 29 de Setembro de 2013, recordo outros verões, igualmente quentes, outras oportunidades trazidas e algumas desbaratadas, que foram prometidas para Tomar.

Podia recordar o verão de 1982, quando adolescente, onde uma boa parte dos eleitores que este ano decidirão quem substitui Carlos Carrão, nem sequer existia, mas no qual o esforço empenhado de uns poucos tomarenses, como Fraústo da Silva, Baeta Neves ou Júlio das Neves, haviam garantido, três anos antes, a instalação em Tomar de uma Escola Superior, sucessivamente integrada no Instituto Politécnico de Santarém e depois autonomizada, em 1996, na vigência do Governo Guterres. As décadas seguintes haveriam de demonstrar o acerto da sua persistência, inicialmente moldada numa Tomar Industrial, no rescaldo da industrialização permitida no pós-2ª guerra mundial, pelos acordos EFTA-CEE e pela existência de um ultramar português. Enquanto a relevância militar decaía pelos anos 80 e 90 o Instituto Politécnico de Tomar afirmava-se, trazendo para Tomar milhares de alunos, apesar de décadas de alheamento que a Câmara foi tendo, criando todo o tipo de entraves e dificuldades, fosse para a simples organização das semanas académicas, fosse para a garantia da sua expansão, necessária e adaptável, com uma cidade que precisava de se “libertar” dos estigmas do passado. Hoje lançando as âncoras do futuro da globalização, o acordo com a IBM, trazido pelo Politécnico para Tomar, relança a esperança da continuidade do seu investimento.

Podia recordar ainda o verão de 1994, quando jovem deputado municipal e de Londres escrevi, a propósito do que então se passava em Tomar, que “À mulher de césar não basta ser séria, sendo preciso parece-lo”, naquilo que foi a “marca” dos anos 90 e primeira década do sec.XXI em Tomar e no País, da emergência da construção desenfreada e das dúvidas da idoneidade dos decisores políticos, que levariam nas décadas seguintes, ou à prisão de alguns deles ou ao seu afastamento político voluntário ou eleitoral, da gestão de algumas das Câmaras deste País.

Podia recordar o verão de 2001, com a importante chegada a Tomar do Programa Polis, numa iniciativa do então Secretário de Estado do Ambiente, Engª José Sócrates, promovendo a melhoria e retoma do Rio à vida da Cidade e prometendo que dez anos depois nada seria igual. Um potencial e milhões, ainda não totalmente pagos, desbaratado por uma Câmara incompetente e por gestores públicos incapazes. Resultado: um Pavilhão pírrico, para o potencial de Tomar, numa localização errada. O desaparecimento de um Estádio, substituído por um mero campo de futebol, onde a barracada do seu sintético só terminou neste verão de 2013. A promessa de um flecheiro e mercado requalificado, com devolução desse espaço à cidade, com mercado novo e solução para os quase duzentos ciganos aí residentes, perdida por falta de visão, mediocridade e muita incompetência, cujo desfecho final foi a perda de mais de 3 milhões de euros há apenas dois anos, para a sua implementação. A requalificação urbana dos Bacelos, incluindo o Bairro 1º de Maio, da Fábrica de Fiação, onde apareceria um Grande Museu Industrial e Blocos de Apartamentos, claro está, além de um Parque Temático, paredes meias com um novíssimo Parque de Campismo no, desde aí totalmente privatizado, Açude de Pedra. Promessas, basófia, mentira e milhões em projetos, pagos ou melhor, a pagar, pela Câmara que iremos eleger em 29 de Setembro: MAIS DE UMA DÉCADA DEPOIS!

Podia ainda recordar o Verão de 2010, onde na qualidade de vereador com pelouros pude liderar uma dinâmica na ORGANIZAÇÃO e promoção turística de Tomar, numa projeção nacional e internacional absolutamente crucial para o nosso potencial, onde se conseguiu que mais ruas do centro histórico estivessem encerradas ao trânsito, potenciando a sua fruição e vivência, com mais esplanadas, monumentos, museus e postos de informação turística sempre abertos, na tentativa de ter bicicletas disponíveis para turistas e residentes, com uma administração transparente, com a publicitação dos gastos e das receitas, das dívidas e dando voz aos que todos os dias fazem de Tomar uma terra onde vale a pena acreditar. Verão onde, apesar de todos os avisos, uma Câmara, ou melhor o seu presidente e vereador das obras, Carlos Carrão, foram incapazes de evitar o encerramento compulsivo do Mercado Municipal pela ASAE, agora em resolução: TRÊS ANOS DEPOIS!

Podia recordar muitos verões, tantos quantos os que recordo, da minha cidade, do meu concelho, mas não: prefiro recordar que este verão de 2013, marque a mudança de paradigma, necessário para poder dar razão à insistência que 40.000 pessoas têm na sua continuidade. Uma mudança que, já se sabe, será respeitadora dos projetos em execução, dos protocolos vigentes, do que de bem, também, tem sido feito ao longo das muitas décadas de verões de democracia. Mudar, só e apenas o que precisa de ser melhorado. Hoje como ontem, numa perspetiva reformista, de forma a devolver a Tomar o lugar que lhe compete na História. Porque uma coisa é certa: ou mudamos agora, ou vamos piorar ainda mais, porque uma Câmara que navega à vista, nunca lidera absolutamente nada. E Tomar, hoje, mais do que nunca, precisa de liderança.
*Vereador

12.8.13

Um palhaço é sempre um palhaço...

Teixeira da Mota "É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço"
 
Francisco Teixeira da Mota foi o advogado responsável pela defesa do escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares no âmbito da queixa-crime apresentada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e, a esse propósito, comenta em entrevista ao i: “É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço”. Teixeira da Mota considera também que em Portugal não se aceita a crítica porque “temos todos o rei na barriga”.
É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço
 
E eu a pensar que após duzentos anos depois da extinção da SANTA INQUISIÇÃO, e mais de um quarto de século de integração europeia, já teríamos evoluído...

29.7.13

Câmara avança com protocolo com Politécnico e IBM sem acautelar devidamente o interesse público

Tendo como objectivo melhorar o protocolo a celebrar entre o Instituto Politécnico de Tomar, o Município de Tomar e a SoftINSA, do Grupo IBM, apresentei um conjunto de propostas, as quais não tendo merecido acolhimento por parte da vereação, inviabilizam que concorde com o clausulado proposto, sem no entanto deixar de considerar da importância de se prosseguir com esta parceria, estratégica e determinante para o Instituto Politécnico e a afirmação local e regional de Tomar na vertente tecnológica.

Entendo que o Presidente da Câmara, ao inviabilizar propostas de melhoria por parte da vereação, entregando a estes apenas 5 horas antes da reunião uma versão fechada do clausulado, mais não quis fazer do que tornar a vereação num Notário da sua vontade. Assim, a exclusividade das condições acordadas é de quem a propôs e aprovou, sem cuidar de garantir que quer as condições, seriam as melhores para o Município, quer os prazos seriam exequíveis. Apenas a título de exemplo, o prazo de 30 de Setembro, previsto na alínea b) da clausula 2ª, para a disponibilidade de instalações à SoftINSA, é inexequível, face ao conhecimento que temos das disponibilidades financeiras e humanas do Município, bem como das Leis em vigor neste momento em Portugal, nomeadamente as da contratação pública.

Considero também que o Município deveria ter salvaguardado melhor o interesse público, ao ser colocado no protocolo a obrigação da SoftINSA, em apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas, por exemplo, nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.

Um protocolo, com estas condições e redação, válido por 10 anos, apenas denunciável até 120 dias antes do fim desse prazo, implica o Município, desta forma inadequada, até 2023, o que nos atuais termos propostos me parece errado. No entanto, pesado o superior interesse para o Concelho, não inviabilizo a sua aprovação.

Foram as seguintes as propostas apresentadas:
(NOVAS REDAÇÕES PROPOSTAS)
Cláusula 2.ª
Compromissos da CMT
Na prossecução do objeto definido na cláusula anterior incumbirá à CMT:

a)      Assegurar o Disponibilizar espaço edificado para a instalação do CENIT-IBM, até 1.800m2, em área com a maior proximidade possível contígua ao Campus do IPT, na Estrada da Serra, em Tomar;
b)      Proceder às a quaisquer obras de adaptação iniciais do espaço disponibilizado, sem custos para a softINSA, nos termos apresentados pela softINSA como exigíveis para o projeto, tendo como objetivo que o CENIT-IBM possa iniciar as suas atividades a partir de 30 de Setembro de 2013;
c)       Disponibilizar à softINSA o espaço referido na alínea a), pelo período de 10 (dez) anos, contra uma renda mensal a pagar pela softINSA de 2,5 €/m2 utilizados, num mínimo de 1.800 m2, com um período de carência de 2 (dois) anos, durante o qual não será paga qualquer renda;
d)      Até 1 ano após o arranque do projeto, desenvolver um estudo de reconversão urbanística ou um instrumento de gestão territorial, articulado com o Plano de Pormenor das Avessadas e com a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) em curso, com vista a viabilizar a utilização da zona envolvente às instalações do CENIT-IBM como possível área de expansão/intervenção do ao Instituto Politécnico de Tomar, como sua área de expansão, tendo como objectivo integrar o CENIT-IBM no seu Campus;
e)      Melhorar Garantir as condições de segurança na via pública adjacentes ao campus do IPT; às instalações do CENIT-IBM.
f)       Propor o O contrato de arrendamento a negociar entre as partes.

Cláusula 4.ª
Compromissos do SoftINSA/IBM

Na prossecução do objeto definido na cláusula primeira incumbirá à SoftINSA:
a)       Promover o arranque do CENIT e o seu funcionamento durante um período esperado de 10 (dez) anos, com um plano de criação de até 200 (duzentos) postos de trabalho;
b)      Privilegiar na seleção e recrutamento para os postos de trabalho referidos na alínea anterior, os diplomados do IPT nas áreas das engenharias e da gestão;
c)       Suportar os custos inerentes ao funcionamento do CENIT/IBM em Tomar;
d)      Apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª;
e)      Devolver as instalações à CMT, após a vigência do presente protocolo, disponibilizadas nos termos da cláusula 2ª, nas condições iniciais e num prazo equivalente ao que mediar entre a assinatura deste protocolo e a objectivação da condição referida b) da cláusula 2ª, sendo que as mais-valias operadas serão fruto de acordo entre a SoftINSA e a CMT.


Cláusula 5.ª
Compromisso genérico
a)      Sem prejuízo da observância dos quadros legais nacionais vigentes, a Camara Municipal de Tomar (CMT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) tendo em conta as soluções da IBM e a disponibilidade de produtos e serviços que terá em Tomar, comprometem-se a desenvolver com a softINSA, uma parceria tecnológica que vise o desenvolvimento das tecnologias de informação em Tomar.
b)      Esta parceria visará transformar Tomar numa montra tecnológica assente na tecnologia e nos processos de IT da softINSA através da introdução gradual dessa mesma tecnologia e processos nas operações da CMT e do IPT, bem como na sua promoção junto das demais entidades regionais tanto públicas como privadas. Esta última atividade reveste-se de extrema importância de forma a consolidar a utilização dos recursos técnicos que integrarão este CENIT-IBM.

Tomar, 29 de Julho de 2013
O Vereador
Luis Ferreira