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15.9.17

O QUE MUDOU EM TOMAR?

Menos investimento, menos transparência e menos escrúpulos


No próximo dia 1 de outubro os eleitores serão chamados a escolher os 164 autarcas do Concelho de Tomar, do Município e das suas dezasseis freguesias, agrupadas em onze juntas. A democracia sendo feita de escolhas, nelas conta o debate dos resultados e da credibilidade dos protagonistas.

A opção, hoje como ontem, não é apenas sobre as políticas públicas que se desejam para o Concelho de Tomar, mas também sobre quem as promove e executa. Ou sobre a sua credibilidade. 

Este é o tempo de balanço e nele contam também as duas condenações - únicas num presidente de câmara em Tomar, conseguidas neste mandato municipal - em 2016 e 2017. Conta também o apoio daquele que há vinte anos foi, por unanimidade e em votação secreta, afastado de recandidato pelo PS, porque dizia-se na altura: “que à mulher de César não bastava ser séria” e que ainda há um ano, dizia em plena reunião de Câmara que tudo faria para que Anabela Freitas não fosse reeleita. Credibilidade dos protagonistas e escrúpulos, na gestão da coisa pública, no cumprimento da lei e na defesa do interesse coletivo.

A gestão de Tomar mudou, de facto, nos últimos dois anos, sendo hoje gerida com menos escrúpulos e menos transparência.

A nível financeiro, fruto da lei dos compromissos de 2012, a dívida municipal em Tomar e em todo o país baixou. Mas se o esforço dos primeiros seis trimestres tivesse sido continuado, a dívida municipal seria no final de 2016 de 20 milhões€ e não os 24 milhões que então havia. E isso, resultado de opções em zig-zag tomadas a partir de 2015, levaram a que NUNCA como hoje o investimento municipal fosse tão baixo. Apenas se terminaram as obras do complexo da Levada e mesmo a resolução do imbróglio do ParqueT, numa pesada herança herdada da loucura da gestão de António Paiva (1998-2008), conseguiu aumentar em mais de 2 milhões€ a dívida a pagar, em 12 anos, que já tinha a astronómica responsabilidade de 6,5 milhões. 

Menos investimento e mais dívida para o futuro, é o que estes dois últimos anos de gestão legam para o próximo mandato.

Tomar merece isto?

Muito foi feito? Sem dúvida. Mais de metade do programa eleitoral apresentado foi cumprido.

Muito há ainda para fazer? Sem qualquer dúvida, pois espera-se que os próximos anos tenham menos dificuldades no financiamento público e, sem os constrangimentos dos dois primeiros anos deste mandato, muito mais poderá ser feito nas freguesias e na cidade.

Mas hoje, mais do que nunca, a credibilidade de quem nos governa e, nunca é demais relembrar, de quem apoia e dá a cara pelas candidaturas, conta. 

Os tomarenses decidirão se querem de novo a raposa no galinheiro ou, como já no passado o demonstraram, o seu definitivo afastamento. Depois não se podem é queixar.

Porque, Tomar é de todos!




*Luis Ferreira, deputado municipal não adstrito eleito pelo PS, dirigente local e distrital do PS

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